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Treinamento funcional: conheça e se apaixone

“O que você conhece de treinamento funcional?”

Essa foi a primeira pergunta que o Douglas Chagas me fez quando cheguei hoje cedo, às 7 horas da manhã, no estúdio de treinamento dele. “Nada”, eu disse super sincera.

“Nada” talvez tenha sido demais, admito, porque já vi pessoas treinando e sempre tive vontade de fazer também. Mas apenas vi, não vivenciei. E hoje, a convite do Douglas, eu pude experimentar – e me apaixonar – por esse tipo de treinamento. <3

Tanto que aproveitei a passagem por lá para fazer um post sobre o assunto em colaboração com o Douglas, porque acredito que ainda tem muita gente que não conhece o treinamento funcional, mas tem vontade de seguir por esse caminho, conhecer os benefícios e tudo mais – mas ainda tem dúvidas. Então, espero que ajude 🙂

Vamos lá:

O que é o treinamento funcional?

Segundo o Douglas me explicou, o treinamento funcional tem esse nome porque ele é puramente orgânico e tem foco em potencializar as funções do nosso corpo no dia a dia (daí o nome “funcional”), conforme nossos objetivos e estilo de vida, atividades físicas realizadas, limitações físicas, entre outros fatores a serem considerados pelo profissional e pelo aluno.

Se você trabalha levantando caixas, o treinador vai observar os movimentos que ele faz nesse trabalho e vê como vai melhorar: dificuldades para agachar, falta de força na perna, estabilização da lombar – trabalhando para o que você precisa, minimizando riscos de lesão e potencializando a performance das suas atividades, com qualidade e segurança. Se você trabalha o dia inteiro na frente do computador, vai precisar trabalhar mais a estabilização da lombar, fortalecimento das costas (para melhorar postura). Se você corre, vai precisar fortalecer os músculos mais utilizados durante a corrida. E por aí vai.

“Não é simplesmente subir na bola de pilates com uma barra nas costas – isso não é treinamento funcional, é circo, e é muito perigoso”. (Douglas Chagas)

É legal frisar que o funcional trabalha dentro das suas especificidades e particularidades: se você tem lesão no joelho (como eu tinha), o funcional vai ajudar você a recuperar a função articular e o fortalecimento dos músculos inferiores.

E isso vale também para atletas que precisam melhorar suas performances e seus movimentos, seja na corrida, na bike, na luta, no futebol ou em qualquer outra modalidade esportiva.

Funcional x Musculação

A estrutura de treino do funcional para a musculação é basicamente a mesma. A diferença é como você trabalha os estímulos musculares.

Quando você faz um supino na musculação você fica confortável no banco, estabilizado (ou pelo menos deveria!). No funcional, você vai fazer o mesmo supino, mas de uma maneira “desconfortável” (isso não significa sentir dor, viu? Significa tirar o corpo da zona de conforto e dar estímulos diferentes aos músculos e ao cérebro), com desequilíbrio, mas dentro de um ambiente seguro e controlado.

Isso vai te dar um estímulo diferente e de maior intensidade, com um gasto calórico maior porque trabalha-se mais músculos ao mesmo tempo, deixando o corpo fora da zona de conforto.

E agora você deve estar se perguntando: “Mas como escolher entre um e outro? O que é melhor para mim?” 

Depende.

Se você vem de uma lesão, o fisioterapeuta ou um ortopedista vai recomendar a melhor atividade para você.

Mas se você busca mais uma atividade na sua vida, tudo depende do que você gosta, do que é qualidade de vida para você: se você adora puxar ferro na musculação e é feliz assim, para que largar a academia? Lógico, se você puder unir os dois, os resultados são fantásticos e só vão trazer ainda mais benefícios, de acordo com o Douglas: um ajuda no equilíbrio (e para isso, trabalha-se com força) e na consciência corporal, enquanto a musculação pode ser mais focada em trabalho realmente de força.

Lembrando que a função do funcional (redundante, né?) não é trincar. Você ganha força, mas este não é um trabalho de força. No entanto, esse tipo de treinamento ajuda muito se esse for o seu objetivo pela capacidade de redução de gordura corporal e fortalecimento dos grupos musculares.

Funcional x Cross Fit

Para o Douglas, o Cross Fit é um funcional em alta performance, com uma intensidade muito mais alta.

Se você quer ser da galera do Cross Fit, a sugestão é começar pelo funcional para ganhar consciência corporal e tornar seu corpo mais inteligente para depois partir para o Cross Fit. Isso vai ajudar, inclusive, na prevenção de lesões devido ao esforço necessário para o treino de Cross Fit, que é punk!

Grupos musculares

O funcional trabalha de dentro para fora, com uma musculatura mais profunda – trabalhando inclusive músculos que você nem sabia que existia, segundo o Douglas. Os principais grupos trabalhados são: abdômen, quadrado lombar e glúteo – que são os estabilizadores da coluna.

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Os movimentos são integrados e utilizando muito a transferência de energia (quando sai a força da perna para ir para os braços), deixando o corpo mais inteligente e sistêmico, estabilizando a estrutura inteira. Afinal, o corpo é um só. E o funcional enxerga o corpo e o trabalho muscular como um todo, um sistema integrado e orgânico que não pode ser separado.

No funcional, trabalha-se muito também a propriocepção: que é a resposta rápida a estímulos curtos e pequenos (ou seja: aquilo que evita que você torça o pé ao pisar num buraco).

Quem pode?

De criança a idoso, homens ou mulheres, pessoas ativas ou sedentárias – inclusive pessoas com limitações físicas (cadeirantes e pessoas que sofre de hérnia de disco, por exemplo).

Isso porque, de acordo com o Douglas, cada treinamento é montado de acordo com os objetivos e necessidades de cada pessoa. Por isso é extremamente importante o acompanhamento de um profissional ético e especializado no assunto, ok?

O Douglas tem vários exemplos de alunos que, depois da reabilitação com os outros profissionais da clínica (fisioterapeutas, osteopadas e pilates funcional) que se recuperaram de limitações físicas e que hoje focam na qualidade de vida e manutenção do bem-estar físico. Pessoas que não levantavam da cama por causa de dor nas costas e hoje já estão até correndo!

Objetivos

No caso dele, as metas mais comuns envolvem estabilização da lombar por causa da clínica. Depois dos objetivos de reabilitação, a motivação mais comum é a redução de gordura corporal.

Perda de Gordura

O treinamento funcional tem uma queima calórica muito intensa e com estímulos renovadores, com menor retenção hídrica comparada à musculação, por exemplo. Isso por causa do estímulo e da intensidade do treinamento. Mas não existe milagre sem a dieta adequada e o descanso de qualidade – lembrem-se disso!

Eu, Ticiane, queimei cerca de 500 calorias, de acordo com o frequencímetro, em uma aula experimental e super básica – mas calma: nem tudo isso representa perda de gordura, ok? O uso do frequencímetro ajuda a ficar dentro da zona de queima calórica.

Durante horas após o treino, dependendo da intensidade e dos estímulos dados durante a atividade, você continua queimando gordura mesmo em repouso.

O modo mais eficiente de perder gordura é construindo massa magra, porque os músculos custam muito mais caro ao corpo para simplesmente sustentá-los e isso aumenta o seu metabolismo basal.

Perdendo gordura e ganhando massa, consequentemente, você terá a tão desejada definição muscular. Mas o Douglas já antecipa: você não se tornará  fisiculturista dentro do funcional.

Algumas fotos do treino experimental

Os vídeos eu vou postar no meu instagram (@ticianetoledo). Vejam lá! 🙂

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Douglas Chagas é Educador Físico formado pela Universidade de Taubaté (SP) especializado em treinamento personalizado e Biomecânica, e hoje atende na Clínica Plena Salute (São José dos Campos/SP). CREFI 072653G/SP

Fale com o Douglas: 

– E-mail: douglastreinador45@gmail.com

– Telefone: (12) 99132-5945

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Bacana, não?

Quem aí ficou com vontade de fazer um treino funcional? E quem aqui já aderiu a esse tipo de treinamento? Compartilhem suas experiências com a gente e com os outros leitores 🙂

Beijos e bons treinos!

 

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