3K depois, toda trabalhada no suor e na endorfina.
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Qual a sua escolha: ganhar ou perder?

Hoje eu vim contar uma história que aconteceu há poucas horas. Contei lá no Instagram (@ticianetoledo – vamos conversar por lá também? ♥) assim que voltei do treino, mas acho legal trazer pra cá pro blog porque acho que muitos aqui devem se enquadrar no mesmo cenário.

Nos últimos dias eu ando com alguns sintomas físicos típicos de estafa. É fase, acontece com todos nós! Só não acontece com quem fica parado esperando a vida acontecer, sendo levado pela maré.

Mas eu não sou assim. Eu sou dessas que vai contra a maré, que nada até cansar, porque geralmente as coisas que eu quero estão sempre no sentido oposto do que a maioria das pessoas deseja. Então eu vou à luta, e não meço esforços. Eu sou assim em tudo aliás, inclusive nos treinos. Isso tem o lado ruim e tem o lado bom, como tudo na vida (e a gente, como adultos que somos, tem que arcar com as consequências das nossas escolhas).

O lado bom é que eu, na grande maioria das vezes, tenho sucesso e conquisto o que eu tracei pra mim. O ruim é que, no meio desse processo ou ao final dele, eu fico bastante cansada – física e até emocionalmente. Porque não, não é fácil. Mas uma coisa que eu tenho na minha cabeça é o seguinte: “tudo que vale a pena não é fácil”.

E eu tô num momento desses: cansada, com muito sono, ultra emotiva (mais que de costume) e minha energia não anda 100%. Nos últimos dias eu tenho lutado pra acordar cedo e cumprir a minha rotina de treinos e trabalho (tanto as coisas das minhas duas empresas – o Vida Fit e a Rede Postei! – quanto dos freelas que eu ainda mantenho). Repito: não, não é fácil. E muitas vezes eu sei que não dou conta sozinha. Sou humana, oras! E como toda humana, eu tenho meus dias bons e meus dias ruins.

Hoje, em especial, foi o dia que eu pensei em desistir: eu quase matei o treino. QUASE. Veio aquele cansaço depressivo e eu pensei “tudo bem, se eu ficar na cama o dia inteiro vai passar”. Mas, sei lá, por alguma razão eu levantei e eu fui. Arrastada, admito, e derrotada antes de sequer começar.

Cheguei no parque onde a galera da GO treina e falei pro meu treinador: “André, hoje eu não quero treinar. Hoje eu NÃO VOU treinar, não sei nem pq levantei da cama”. E ele apenas me disse: “Aquece e faz 3k de boa, depois a gente conversa”.

Na hora eu fiquei me perguntando “qual parte do ‘eu não vou treinar’ ele não entendeu?”. Fiquei com uma certa irritação por ele não ter sentido pena de mim e não ter passado a mão na minha cabeça. “Por que ele fez isso? Será que ele não vê que hoje eu não tô me aguentando? Por que ele não tem dó de mim?”

Mas tudo tem um motivo. E o André, nesse 1 ano e pouco que estamos juntos quase todos os dias (hoje ele só tem folga de mim aos domingos, coitado! haha), aprendeu a me conhecer muito bem. Ele sabe quando eu realmente preciso tirar o pé do acelerador (aliás, temos feito isso com meus treinos, enquanto me recupero das lesões mais recentes – ísquios e canela) e quando eu preciso de um empurrãozinho pra pegar no tranco e mudar a vibe.

Bom, por mais que eu estivesse convicta de que não ia rolar pelo cansaço + lesões em recuperação, eu fui cumprir o que ele falou. Coloquei a minha playlist favorita no iPhone e fui. 

O que aconteceu? Eu saí pra correr derrotada e 3k depois voltei vitoriosa, MUITO mais feliz e SEM DORES.

3K depois, toda trabalhada no suor e na endorfina.

3K depois, toda trabalhada no suor e na endorfina.

Fui no ritmo do meu corpo e da minha playlist, nem liguei pra pace nem nada. Quando terminei, a surpresa: média de 5’35″/km num treino em que eu não sabia nem se ia terminar! E, olha, em momento nenhum eu pensei em forçar. Deixei fluir, apenas isso. 

Durante o treino, quando eu pensei em desistir, começou veio o trecho de uma música que eu adoro: “Seriously, it’s not supposed to be easy,
that’s why it feels so fucking good” (“Sério, não é para ser fácil, e é por isso que é bom pra c******o!”)

Agora eu tô aqui, super feliz e mil vezes mais animada pra tocar o meu dia, que vai ser puxadíssimo, pra variar. E aí eu pergunto pra vocês: se eu tivesse ficado na cama, eu estaria melhor ou teria continuado na mesma (e até pior, quem sabe)?

Bom, a resposta eu já sei, e é perceptível em todos os sentidos aqui no meu corpo e na minha cabeça =)

MORAL DA HISTÓRIA: sempre se pergunte o que você vai ganhar se deixar se derrotar pelos limites, crenças e desculpas que a sua cabeça inventa pra te derrubar.

Obrigada, André! Obrigada, GO! E parabéns pra mim, que venci a mim mesma. Aliás, parabéns pra nós que nos superamos todos os dias! 

Com vocês também é assim? Quero saber!

motivação fitness exercício corrida vida fit ticiane toledoKeep running. Keep moving. Keep rocking! ♥

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