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Pílulas anticoncepcionais: o que os médicos não contam pra gente

Esse é um post polêmico pra muitas pessoas, então, antes de atirar a pedra, leia os próximos parágrafos com criticismo e de cabeça aberta.

Eu usei pílulas anticoncepcionais por 13 anos da minha vida, ininterrupta e religiosamente. Dos 13 aos 26. Sempre achei que era tudo de bom e que era a solução dos meus problemas. Não tinha tanta TPM, a acne era inexistente, não tinha tanta cólica, meu ciclo havia se regularizado, os cistos dos ovários haviam sumido e eu ainda estava livre de qualquer “surpresa”.

O que não me contaram era que, 13 anos depois, eu iria descobrir que meu sistema endócrino havia sido debilitado devido aos anos ininterruptos de consumo de hormônios sintéticos que, supostamente, eram bons pra mim e pra minha saúde.

Aos 26 anos, depois de me queixar à minha querida amiga Renata Merlino, nutricionista, sobre meus sintomas e sobre como eu achava que estava depressiva, descobri que eu não tinha mais produção de testosterona ocorrendo naturalmente no meu corpo. Por isso eu me sentia depressiva. Eu havia sido praticamente castrada, quimicamente falando. Minha vida, por muito tempo, se resumiu a baixa libido, sonolência excessiva, falta de energia pra qualquer coisa, humor inconstante, emotivo e irritado, facilidade em acumular gordura e dificuldade extrema em perdê-la e/ou ganhar massa magra.

Detectado o problema, iniciei o tratamento com o gineco: durante 12 semanas, usei um creme de testosterona (dosagem mínima) que daria aquele empurrãozinho pro meu corpo voltar a produzir o hormônio naturalmente e me livrar daqueles sintomas péssimos. Foi ótimo pra mim! Junto com a LCHF, passei a emagrecer horrores, atingi meu pico de rendimento nos treinos e no trabalho. As compulsões cessaram porque meus hormônios voltaram a ficar decentes e eu tinha regulado a minha insulina com a alimentação de baixo carboidrato e alta ingesta de gorduras boas.

Paralelamente a isso, interrompi o uso do anticoncepcional. Era necessário. Do contrário, meu corpo iria dar um jeito de equilibrar a balança hormonal e o tratamento não seria eficaz. É lógico que no primeiro momento eu fiquei morrendo de medo de engravidar. Mas meu namorado/marido/amor-da-vida foi super companheiro e me apoiou. Tomamos, juntos, como um casal, todas as medidas pra evitar qualquer gestação indesejada enquanto eu cuidava da minha saúde. E é assim até hoje!

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Muitas mulheres têm pavor de pensar em ficar sem anticoncepcional. Por n motivos, em especial o medo de engravidar, por mais que muitas não assumam.

Sobre esse assunto, uma palavra: camisinha. Evita babies e outras surpresinhas desagradáveis do sexo. “Ah, mas não tem graça usar camisinha. É tipo chupar bala com papel”. Pra quem não tem graça, cara pálida? Pro macho? Em primeiro lugar, se o sexo for bom, ele vai continuar bom com camisinha também. Em segundo lugar, se seu marido/namorado/peguete estiver realmente pensando no seu bem-estar, ele vai se encapar sim, sem fazer bico. Porque a gente não precisa ficar se entupindo de remédio como se a responsabilidade de evitar gravidez fosse só da mulher. Homens também têm grande responsabilidade nisso e todos precisam cair na real sobre isso. Afinal de contas, o que é mais inteligente: todo mundo andar com coletes à prova de balas ou desarmar os indivíduos que oferecem riscos? 

Bom, opinião pessoal dada, continuemos o assunto: existe vida após o anticoncepcional, acreditem.

Eu descobri isso da pior e da melhor forma. Da pior porque precisei me sentir detonada pra ver que os hormônios “do bem” acabaram com a minha saúde. Pra muitos pode parecer exagero, mas, olha, não precisamos chegar no nível de um desenvolvimento de câncer pro problema poder ser levado a sério, ok? Os hormônios são TUDO na nossa vida e, sem eles em ordem, nosso corpo não se torna funcional. E da melhor forma porque minha saúde melhorou tanto sem a pílula que eu não me vejo mais voltando a tomá-la.

Por isso ter um endocrinologista na nossa vida faz toda a diferença. Eu tinha perdido a fé nessa raça até que conheci o Dr. Aloísio Vargas, que atua na linha funcional e paleo aqui na minha cidade. Um achado! ♥ Compartilhamos das mesmas filosofias e estilo de vida. E ele concorda super comigo quando o assunto são anticoncepcionais. Tanto que topou responder a algumas perguntas minhas sobre o assunto, respondendo tudo aquilo que os médicos não nos contam no consultório quando nos prescrevem pílulas.

Então vamos ao que interessa: as palavras do especialista!

Pílula x ciclo

Dr. Aloísio Vargas: Pode até ter tratado os sintomas (ciclo irregular, cólica, ovários policísticos, tpm etc), mas não tratou o problema. E digo mais: criou mais problemas pra saúde dessa mulher. Você faz a castração química: queda de testosterona, perda de libido, além do aumento de riscos de câncer de mama e todos os sintomas que vêm junto com a pílula, como acúmulo de gordura corporal e o aparecimento de celulites.

Todos os sintomas que tradicionalmente são tratados com a pílula, muitas vezes podem ser resolvidos com alterações na dieta, no estilo de vida e correção da microbiota intestinal.

Estética x pílula

AV: Quando a mulher ingere o hormônio sintético, o cérebro recebe uma mensagem: “não precisa mais se preocupar em produzir hormônios, porque eu já estou trazendo para você pronto.” 

O corpo suprime a produção de FSH (hormônio folículo-estimulante –  estimula a secreção de estrogênio, responsável por desenvolver na superfície do ovário um folículo que contém o óvulo) e LH (hormônio luteinizante). Só que, com isso, suprime também a produção de testosterona. E quem é o responsável por construir e manter músculos? Quem queima gordura e inibe a celulite?

Mesmo que seja uma dosagem baixa de hormônio, você pode até não suprimir todo o seu eixo de produção de testosterona, mas você vai começar a começa a aumentar o SHBG (do inglês Sex Hormone-Binding Globulin), que é como se fosse um poço de hormônios sexuais. Então, o pouco de testosterona que você estiver produzindo, vai ser “roubado”. Não vai servir de nada. Aí você ainda derruba outro hormônio da suprarrenal, a dihidrotestosterona (DHT), que também contribui para a formação de massa magra, perda de gordura, além de ser um anti-depressivo natural.

Então, uma mulher que consuma pílulas anticoncepcionais, raramente vai conseguir conquistar – e principalmente manter – um físico super sarado e com baixíssimo percentual de gordura porque não possui hormônios anabólicos (testosterona, DHEA – Deidroepiandrosterona, GH – hormônio do crescimento) sendo produzidos naturalmente pelo corpo.

Até o formato do corpo da mulher que toma pílulas anticoncepcionais dá sinais dessa predominância de estrogênico, como o tronco curto e “barriguinha saliente”, por exemplo.

Sintomas do ciclo x pílula x medidas nutracêuticas

AV: Como eu disse anteriormente, os sintomas que incomodam as mulheres e que elas resolvem com ingestão do anticoncepcional podem ser tratados e resolvidos com medidas nutracêuticas.

Por exemplo, a resistência à insulina e a acne. Ao corrigir a alimentação e retirar os alimentos que provocam inflamações, você melhora o aspecto da pele e na maioria das vezes ainda corrige o intestino, o que também contribui para melhorar a acne.

São 3 coisas a que geralmente associamos a maioria destes sintomas: resistência insulínica, alergia alimentar e disbiose intestinal. Você resolvendo esses tópicos, sua saúde já vai melhorar muito e seus sintomas também.

Sobre cólica e outros sintomas clássicos do ciclo, há muito mais o que fazer além do hormônio sintético. Por exemplo, suplementar com progesterona entre o 14º e o 25º dia do ciclo. Você ameniza ou elimina os sintomas de TPM e as cólicas, e a mulher fica bem. Cólica, em especial, é sinal de predominância estrogênica. Por isso é interessante suplementar com progesterona por 10 dias no ciclo. Óleo de prímula e 5-HTP¹ também ajudam muito.

O próprio ovário policístico, que é um dos principais motivos pelos quais as mulheres iniciam o uso da pílula, tem origem em grande parte na resistência à insulina. Ou seja: a mudança de hábitos de vida e a consequente perda de peso influenciam muito nesse quadro. Uma dieta de baixo carboidrato é uma das medidas fundamentais que devem ser adotadas nesse caso.

¹ O 5-HTP (5-hidroxitriptofano) é um aminoácido natural com ação semelhante ao triptofano, que é um precursor do neurotransmissor serotonina, que, por sua vez, proporciona aquela sensação de bem estar e melhora ou mantém em alta a nossa qualidade de vida.

Maturação sexual x hormônios sintéticos

AV: Quando as meninas começam a ser bombardeadas por hormônios sintéticos logo cedo, aos seus 11 ou 12 anos de idade (muito comum hoje em dia), podemos prever muitos problemas a curto, médio e longo prazo.

O primeiro agravante é você interromper, logo cedo, a questão de formação de massa muscular dessa criança ou pré-adolescente. Nessa idade é que ela começa a se desenvolver e a testosterona está começando a aflorar. Então, você já corta esse processo com a introdução da pílula. Ela vai ser aquela “falsa magra” até parar de tomar a pílula e seu eixo voltar a se normalizar. Só que você acabou de maturar o seu eixo (a hipófise e os ovários funcionando) e já “quebrou” a fase adulta.

Por isso, quando a mulher deixa de tomar a pílula, fica de 2 a 3 meses sem menstruar, e só depois de muitos anos (e olhe lá!), começa a entender o que é a libido – a pílula, aliás, corta até esse despertar sexual da mulher jovem. Ela sempre vai ter a libido baixa e vai crescer acreditando que aquele é o normal dela, que é ela quem não liga muito para sexo, ou pior: que ela tem algum problema, o que geral transtornos emocionais e psicológicos. Naturalmente, uma mulher livre de anticoncepcionais é uma mulher com muito mais libido, porque ela produz naturalmente a testosterona.

Reposição de testosterona x uso contínuo da pílula

AV: Existem médicos que defendem que, por mais que não haja o efeito desejado, pode-se manter a pílula durante a reposição de testosterona. Ou seja: por mais que o estímulo seja bem menor, é melhor do que nada. Mas na prática, não resolve repor testosterona e continuar usando a pílula, porque com o SHBG alto, toda a testosterona que for estimulada, será “roubada” e não será aproveitada pelo corpo. Então a mulher não vai ver os efeitos desejados. O ideal seria interromper o uso e resolver o problema da produção de testosterona.

Depressão x pílula

AV: Existem casos que correlacionam o aparecimento de depressão em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais. Isso porque um dos principais hormônios anti-depressivos que produzimos é a testosterona. Ela está ligada à sua energia vital, suas vontades, seus desejos – inclusive os sexuais, que são essenciais para uma vida ativa e funcional. Com isso, sua qualidade de vida já cai muito. A dihidrotestosterona (DHT), que também sofre queda com o uso de hormônios sintéticos, é outro anti-depressivo natural fantástico.

Ou seja: tiramos dois hormônios anti-depressivos de circulação na mulher. É esperado que ela vá ter sintomas de depressão. Aí, a mulher começa a se tratar com fármacos anti-depressivos e, assim, a libido vai embora de vez. No final das contas, uma mulher fica presa ao anticoncepcional, sem conhecer o próprio corpo, sua sexualidade e todo o potencial vital que possui. E muitas vezes ela passa a vida toda acreditando que sua personalidade era o problema da falta de interesse por sexo e até mesmo por relacionamentos que não deram certo.

Com pílula x sem pílula

AV: Quando a mulher interrompe o uso da pílula, o corpo precisa ser reeducado a funcionar sem o hormônio sintético. Ele precisa aprender a menstruar de novo, sem o empurrãozinho da pílula. É normal. Só que isso acarreta alguns sintomas desagradáveis para muitas mulheres, como o aparecimento de espinhas, amenorreia, problemas intestinais.

Então, dê tempo ao tempo. Deixe o corpo entender que ele não precisa de nada sintético. No segundo ou terceiro mês sem a pílula, o corpo já vai começando a se encaixar de novo. E enquanto isso, a mulher deveria aproveitar esse meio tempo para ajustar sua alimentação e seus hábitos de vida.

Vale frisar que cada corpo tem seu tempo. Para algumas mulheres, esse reajuste pode ser mais rápido. Para outras, mais devagar. Depende de vários fatores: desde o tempo de uso do anticoncepcional e dosagem, alimentação, estilo de vida, idade etc. Quanto mais nova a mulher toma essa decisão, mais fácil e mais rápido é essa correção.

(imagem: arquivos pessoais do Dr. Aloísio)

(imagem: arquivos pessoais do Dr. Aloísio)

Sobre o entrevistado: Dr. Aloísio Vargas

Formado em Medicina pela Universidade de Taubaté (UNITAU). Fez pós- graduação em Medicina Intensiva, no Hospital Israelita Albert Einstein, e em Ciências da Fisiologia Humana pelo Grupo Longevidade Saudável. Trabalha com foco em Medicina Preventiva, acrescentando qualidade à vida de seus pacientes por meio de novos hábitos alimentares, exercícios físicos regulares e níveis hormonais equilibrados.

É membro do Grupo Longevidade Saudável, da Sociedade Brasileira para Estudo da Fisiologia (SOBRAF), da A4M The American Academy of Anti-Aging Medicine e da HS – The International Hormone Society.

Fale com o Dr. Aloísio Vargas:

Site: http://www.draloisiovargas.com.br/ | Instagram: @dr.aloisiovargas | Facebook: fb.com/draloisiovargas

 

Bom, a ideia desse post não é “cagar regras”, mas trazer a vocês a informação sob o ponto de vista de um profissional e também a minha vivência enquanto mulher que compartilha dos mesmos dramas e preocupações que vocês, meninas e mulheres que me leem. Seu corpo, suas regras. Sempre. E com conhecimento, nos empoderamos pra criar nossas próprias regras e não ficamos atrás das regras criadas por outros. 

E você? Qual sua opinião sobre o assunto? Consome a pílula de boa ou também parou com os hormônios sintéticos? Quero saber!

 

* Aproveite que você já está aqui e leia também:

– Modulação hormonal, emagrecimento e qualidade de vida: o que os 3 têm em comum?

– Testei e vim contar: 10 perguntas e respostas sobre o coletor menstrual

19 Comments

  • Cleire

    November 05, 11 2015 05:53:12

    Gostei da matéria do Dr. Aluisio, bem esclarecedora… Sou adepta da medicina ortomolecular e me sinto renovada depois de usar testosterona bioidentica, me sinto com no mínimo 20 a menos….Agora quero conhecer de perto o trabalho do Dr.Aluisio, acredito que os hormônios são responsáveis pela boa ou má saúde e quero continuar modulando-os.

    • Ticiane Toledo

      November 06, 11 2015 08:07:35

      Oi, Cle! Que bom você por aqui! Obrigada pelo comentário e pela visita =) Nada como ter nossos hormônios funcionando a nosso favor, né? Aí tudo fica lindo! Passa com o Dr Aloísio sim. Além dele ser super competente, é um querido e mega atencioso. Você vai curtir, tenho certeza!

  • Luciane

    December 03, 12 2015 02:44:14

    Oi Ticiane, td bem? Adorei o post! Também parei o anticoncepcional e estou sofrendo as consequências do desequilíbrio hormonal causado por anos de uso :/ Sou de Porto Alegre (RS) e busco uma indicação de um médico que trabalhe na mesma linha do Dr. Aloísio. Como faço para encontrar?

    • Ticiane Toledo

      December 09, 12 2015 06:44:50

      Que bom que o post foi útil, Luciane! Fico feliz em saber! Olha, eu não conheço muitos profissionais em Porto Alegre, apenas o Dr. Victor Sorrentino. Acho que a melhor forma de encontrar um profissional é pesquisando mesmo, perguntando pra pessoas da sua cidade, grupos em Facebook, esse tipo de coisa. Depois me conta se achou! Beijo

  • Ranna

    January 15, 01 2016 08:28:22

    Adorei seu blog.

    • Ticiane Toledo

      January 18, 01 2016 12:46:48

      Obrigada, Ranna! Fico feliz! Volte sempre =)

  • Erika

    January 19, 01 2016 12:36:37

    Oi! Comecei a ler seu blog ontem, direcionada pelo Acordei Disposta. Estou achando seus posts muito interessantes e úteis!
    Eu também parei com o uso da pílula porque o uso contínuo de 12 anos estava deixando o colo do meu útero vulnerável, que estava começando a inflamar. Parei e tratei. Estou me sentindo livre.
    Tive problemas com a TPM (que como nunca tive uma sem a pílula me assustou bem) e estou tomando um polivitamínico que é dos deuses contra os sintomas emocionais… A cólica aumentou, mas nada que me faça me arrepender.
    Eu ainda estou tentando voltar com a minha libido, ela já está melhorando… Mas acho que esse caminho para o pote de ouro vai ser um pouco mais longo e vai exigir mais paciência rs
    Acho super importante posts como este para conscientizar a mulherada para não buscar o mais cômodo sempre… Porque o mais cômodo nem sempre é tão saudável…
    Obrigada pelos posts incríveis…
    Beijos!

    • Ticiane Toledo

      January 19, 01 2016 04:24:39

      Oi, Erika! Que bom saber que você chegou aqui pelas meninas do AD. Eu adoro aquelas gurias <3 Fico mais feliz ainda em saber que você curtiu os posts. Faço com carinho!
      Sobre a TPM e as cólicas, meu endócrino vive me dizendo que muito disso é a questão de glicose no sangue. Quando a gente vive com a glicemia estabilizada (uma dieta lowcarb), esses problemas tendem a ser minimizados e às vezes até desaparecem. É tudo teste! Dê tempo ao seu corpo pra ele se adaptar à nova realidade dele. E se esses sintomas persistirem, tente uma conduta lowcarb junto com um profissional de Nutrição que entenda do assunto.
      Vamos em busca da saúde!
      Beijos

      • Erika

        January 20, 01 2016 11:12:30

        Oba! Muito obrigada pela dica! Falarei com a minha nutri com certeza 😉
        Beijos.

  • isabella

    February 20, 02 2016 10:31:07

    Adorei a matéria, super concordo q somo movidos pelos hormonios, tive filho há 1 ano e meio, e nunca me dei bem com pilulas, mas os médicos insistem em nos empurrar essa bomba, tinha vários sintomas e nao sabia o q era, super esclarecedora e útil essas respostas do endocrino, valeu pelas dicas.

    • Ticiane Toledo

      February 22, 02 2016 01:10:45

      Oi, Isabella! Que bom que gostou da matéria e se identificou com ela. Obrigada pela sua visita e por contribuir com a sua história e opinião! Beijo!

  • Gizah

    February 25, 02 2016 01:56:58

    Oi Ticiane,

    Parabéns pelo post! Também virei adapta da alimentação lowcarb por indicação médica e tive que parar com a pílula na marra. No meu caso o uso da pílula alterou tanto meus hormônios que desencadeou fatores inflamatórios, imagine tive febre por um mês seguido devido a ela. Custei até achar um médico que me indicasse uma abordagem mais natural. Felizmente agora estou numa gineco que também é homeopata e me ajudou muito, principalmente com a relação a temida TPM, um fitoterápico (Óleo de Borragem) e um remédio manipulado. Isso depois de indicação do endocrinologista de lowcarb.
    Valeu muito sobre o alerta, o assunto é polêmico, tem gente que ama a pílula eu mesmo adorava; mas sinceramente acho que a gente só “ama” porque não é devidamente orientada sobre os malefícios que pode causar. Parabéns pelo post. Sucesso.

    • Ticiane Toledo

      March 07, 03 2016 10:47:04

      Oi, Gizah! Que bom que curtiu o post e que foi útil! Concordo contigo quando diz que só amamos a pílula porque não somos apresentadas ao outro lado da moeda. É como qualquer outro medicamento: se a gente lesse a bula antes, não usaríamos, né? Só em caso de extrema necessidade. E aí a gente aceita os sintomas como se fosse parte da nossa personalidade né? Se a libido está baixa, é “mulher que não liga pra sexo mesmo”. Se o peso aumenta, “é falta de vergonha na cara” ou a questão do avanço da idade, e por aí vai. Mas, olha, fico feliz que você esteja bem orientada e encaminhada, e espero que possa multiplicar isso a outras várias mulheres com sua história e experiência =)

  • Érica

    March 15, 03 2016 07:24:04

    Nossa, fiquei chocada… Uso anticoncepcional ininterruptamente há mais de 15 anos e tenhi todos os sintomas que você citou.. Vou buscar orientação médica também! Valeu a dica!!

    • Ticiane Toledo

      March 16, 03 2016 11:51:50

      Se está incomodando, vá atrás de orientação médica sim =) Que bom que o post foi útil!

  • Nicole

    June 23, 06 2016 02:36:20

    Oi, eu achei a sua matéria bem esclarecedora. Tenho 21 anos e tomo a pílula a quase um ano (minha mãe não deixava eu tomar quando era mais nova, agradeço a ela) e tudo que você sentiu depois de anos tomando pílula, eu praicamente senti depois de seis meses. E como isso me assustou. E essas coisas foram acontecendo e eu não tava sabendo lidar, até porque não sabia a que esses sintomas estavam ligados, com as constantes dores de cabeça, os estresses repetinos e os picos de emoção, era(é) como se eu tivesse vivendo uma grande tpm. Fora aquela vontade de atingir o seu peso e o seus esforços não tendo sucesso. E agora estou louca para voltar na ginecologista e achar uma solução, pois tenho a síndrome do ovário policístico. Tem outra coisa que me assusta, li outros relatos de pessoas sobre a vida com e depois do anticoncepcional, e todas elas tomaram por anos e eu com meros seis meses já estou sofrendo. Bem, obrigada pela ajuda.
    Nicole

    • Ticiane Toledo

      July 05, 07 2016 12:11:19

      Oi, Nicole! Que bom que o texto foi esclarecedor pra você. Fico triste em saber que você esteja sentindo todos esses efeitos negativos da pílula e torço pra que você encontre a melhor solução pra você. Sobre o ovário policístico, a melhor solução pra se livrar da pílula (que só trata os sintomas, não a causa) é readequar a alimentação e os hábitos de vida. Vou fazer um post sobre isso, ok? Fique de olho aqui no blog que já já sai. Super beijo e se cuide!

  • paty

    September 05, 09 2016 08:39:14

    Oi tici,

    Ja te sigo no insta, desde qd comecei a dieta paleo los carb. Hj sigo uma paleo less carb 🙂
    Vai esse post ha algum tempo, e esse mês decidi abandonar a pílula, minha companheira ha uns 20 anos.
    Estou um pouco ansiosa com o lance de gravidez…
    Ainda é muito cedo para sentir qualquer diferença, mas seu post me ajudou muito a optar e entender o processo pelo qual estou passando. Valeu!

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