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Você não precisa ser “musa fitness” pra divar nos treinos – e na vida!

Ano passado, quando eu comecei com a #missãocorrerdetop no Instagram (@ticianetoledo – segue lá e usa a # pra gente unir as forças! ♥), a intenção foi me dar uma motivação maior no meu processo de emagrecimento. Consegui perder gordura o suficiente desde então pra poder correr de top, mas quem disse que eu consegui?

(a foto da imagem de destaque do post, ali em cima, sou eu pra quem não viu no Instagram)

Porque eu sinto que ainda não tô na forma física que eu gostaria pra “poder” correr de top (já contei no post sobre as minhas metas pra 2015 a quantas anda o emagrecimento), por mais que todo mundo me fale que eu já posso sim me livrar da camiseta. Eu passo calor nos treinos e nas provas, mas não fico só de top por motivos de: vergonha. E aí eu me vejo presa a um padrão de beleza ridículo por mais que eu tente de todas as formas me libertar dele: “só pode mostrar barriga quem tem abdômen seco e/ou definido”. 

Bullshit!

E eu sei muito bem disso, acreditem!

Pode ser mais bonito (relativo também, né?), mas não é regra. Não é padrão. Não deveria ser pelo menos. Toda mulher tem o direito de mostrar seu corpo e suas imperfeições – afinal de contas, elas sempre existirão e a gente vai ter que aprender a conviver com isso, ok? – e deveria se sentir livre pra se libertar (pleonasmo com licença poética, haha) durante os treinos e suas atividades físicas.

Foi aí que conheci a campanha This Girl Can (“Essa garota pode”), criada pela Sport England – órgão ligado ao Ministério de Cultura, Mídia e Esporte da Inglaterra – pra mostrar que não são só as “musas fitness” que podem mandar bem nos treinos, nos esportes ou até mesmo na aula de zumba. Vejam só que bacana:

Elas estão aqui para nos inspirar a mexer, balançar, movimentar e provar que o julgamento é uma barreira que pode ser superada”, é o que diz a descrição do vídeo.

Essa frase ficou martelando aqui na minha cabeça desde então porque eu me julgo MUITO e isso cria crenças nada a ver na minha cabeça, do tipo: “as pessoas só vão se inspirar em mim e no Vida Fit quando eu for magra” ou “eu só vou ter o direito de ter um blog ‘fitness’ quando eu emagrecer e estiver com um corpo legal como as outras gurias”.

E essa busca (estúpida, diga-se de passagem) pela “perfeição” vem dos malditos padrões aos quais a gente é submetida a vida inteira, principalmente agora quando vemos as “musas” com seus corpos esculturais e suas vidas camarotizadas no Instagram da vida. Eu me julgo tanto a ponto de ser ingrata com os e-mails e mensagens que recebo diariamente de pessoas que muitas vezes eu nunca vi na vida elogiando meu trabalho com o blog, minha disposição com os treinos, minhas conquistas e principalmente me agradecendo por eu motivá-las a seguir em frente com a jornada delas. E, olha, ingratidão é uma das coisas que eu mais abomino nesse mundo. Não quero ser essa pessoa que só se foca no que ainda não tá bom e despreza todo o resto, sabem?

Esse vídeo me deu um novo chacoalhão pra vida e pra forma como eu me enxergo, e é por isso que escrevo esse post: porque nesse momento, eu me comprometo comigo mesma (e com vocês também) a me livrar cada dia mais desses julgamentos que não nos levam a nada.

Cada um tem a sua história, seus limites e seus calos. Tem gente que consegue emagrece 30kg em 1 ano. Eu não consegui, tô levando mais tempo que essa galera guerreira, mas isso não torna a minha história menos digna por conta disso. Foda-se essa comparação babaca, né? Se comparar aos outros é uma prisão que impede a gente de evoluir e de ser feliz com o que temos e com o que somos.

Então, a partir de agora, quando eu quiser correr de top, eu vou correr. Com ou sem barriga sarada. Com ou sem celulite. E vou ser feliz assim. Convido vocês a fazerem o mesmo! Vamos nessa? =)

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