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7 mentiras que você diz a si mesma pra não sair do comodismo e que estão sabotando suas metas

Sabe aquilo que as pessoas tanto falam sobre o poder do pensamento e das palavras?

Não é nada místico ou de outro mundo. É apenas uma questão de reforçar ou quebrar padrões de comportamento e de pensamento que a gente aprende e carrega por anos e anos da nossa vida – e que não colaboram em nada com as nossas metas e planos. Pelo contrário, né?

Pensei em algumas aqui, as mais comuns, e quero ver se vocês se identificam:

1. “Vou fazer/começar/mudar/ quando (…)”

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“Vou começar a me exercitar quando tiver dinheiro pra pagar uma academia”

“Vou começar a fazer dieta quando o TCC acabar”

“Vou mudar meu estilo de vida quando meu marido/minha família mudar também”

Esperar pelas condições perfeitas é uma das coisas que a gente m Não deixa de ser uma procrastinação, e do pior tipo, acredito eu. Pelo simples motivo de que não há condições perfeitas pra se mudar/começar/fazer algo novo e/ou diferente. Você tem que fazer o que tem que ser feito e ponto. Essa é a chave da mudança.

Nem sempre você vai estar motivada e nunca que o mundo vai parar de rodar pra que você conserte a sua vida. É por isso que você precisa desenvolver a chamada disciplina. Porque as mudanças são assim: é como construir um avião em pleno voo. Você só muda quando resolve enfrentar a batalha de fato, e aí você aprende a se virar ali no meio do furacão mesmo e encontra suas melhores armas pra lutar contra o que não te convém mais. Bem-vinda ao mundo real!

2. “Amanhã/segunda-feira eu começo”

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Quantas vezes você já disse isso a si mesma? E aí nunca começa. Ou começa e desiste no meio do caminho.

Bom, eu já disse isso tantas vezes que até perdi a conta.

Todas as vezes que chegava o “amanhã” ou a “segunda-feira”, ou eu arregava ou eu não conseguia passar da primeira semana. Eu até acho que sei os motivos: além de querer ser radical demais nas minhas decisões, eu era radical também nas minhas expectativas. Queria resultados a curto prazo, tudo rápido, e quando eu percebia que seria mais demorado e trabalhoso do que parecia, eu desistia e voltava ao que era antes.

Não lembro exatamente o dia em que eu mudei de fato. Acho que não teve o tal do “o dia em que a ficha caiu e eu tive um click”. Como sempre tentei emagrecer a vida toda, a luta sempre foi constante. Iniciava, desistia, tentava de novo, desistia de novo, e assim eu vivi a maior parte dos meus anos.

Mas, olha, essa série de tentativas, fracassos e desistências foi boa de certa forma: eu aprendi muito sobre mim mesma, aprendi a ser mais resistente, a não repetir os mesmos erros e, principalmente, aprendi caminhos com os quais me identifiquei e se solidificaram. Como é o caso, hoje, da Paleo e da LCHF (em termos de alimentação) e da corrida, do funcional e do cross fit (enquanto atividades físicas).

Mesmo que falhar seja péssimo pra nossa autoestima, os erros – se bem aproveitados como lições e aprendizados – nos ajudam nessa metamorfose constante que é a vida e e a escolher melhor os caminhos pelos quais escolhemos seguir. Assim a gente amadurece, se fortalece e aí tem mais força pra mudar com consciência e consistência.

3. “Mas eu não sei fazer isso”

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Dean, você é lindo e eu te amo, mas não aceito um “não posso” de você, ok?

Você acha que Usain Bolt nasceu velocista?

Ele pode até ter uma genética que favorece seu desempenho excepcional no esporte, mas sem técnica ele não teria se transformado no Bolt como hoje conhecemos.

A mesma coisa acontece com a gente. Nós não nascemos sabendo fazer muita coisa além de dormir, chorar, comer e fazer cocô. Certo? Aos poucos é que vamos aprendendo outras coisas: rastejar, andar, falar, escrever… No início, temos a ajuda dos nossos pais e professores. Depois, a prática e o aperfeiçoamento é por nossa conta.

Meu caso: eu não sabia cozinhar. Até meus 25 anos eu não sabia fazer NADA na cozinha, nem arroz. Aí, juntei com o boy e passei a trabalhar em home office. A mudança de estilo de vida trouxe novas responsabilidades e novos limites de orçamento doméstico. Então tive que aprender a cozinhar. Comecei fazendo coisas simples: frango grelhado com legumes no grill e salada. Conforme fui pegando mais segurança, fui evoluindo. Hoje não sou nenhuma chef (pelo contrário, minhas refeições são super simples: bicho e planta, that’s it), mas já aprendi muito com as minhas tentativas (e erros) na cozinha. Hoje eu adoro a minha comida – e muito disse se deve ao fato de eu amar a minha alimentação, que é tão saborosa, rica, versátil e fácil acima de tudo. Hoje eu adoro inventar receitinhas e buscar novas possibilidades nos grupos paleo/lchf do Facebook, blogs amigos e youtube.

O erro não é não saber. É se limitar a isso e não fazer nada pra mudar, é morrer sem arriscar, sem tentar aprender. Capiche?

4. “Ninguém me ajuda”

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Ninguém colabora com você? Sim, é uma pena. Mas ter pena de si mesma não vai te levar a lugar nenhum, sinto informar. O que promove mudanças são ações, suas atitudes. Não auto-piedade e lamentações. Se fazer drama resolvesse problemas, não haveria drama mexicano, né não? Todo mundo seria feliz e bem resolvido nas tramas.

Por vezes eu encarei desafios em que eu não tinha ninguém pra colaborar comigo ali botando a mão na massa. Apoio moral e emocional a gente até encontra, mas nem sempre isso é o suficiente. Tem coisas que a gente precisa de ajuda ali, na prática, no dia a dia.

Tipo mudar a alimentação e o estilo de vida. Se você se casou com alguém que adora comer tranqueiras e não se exercita e nem pretende mudar essa rotina, enquanto você está batalhando pra se tornar justamente o oposto, bom, a meta é sua, o objetivo é seu. Você até pode pedir pro seu marido parar de trazer guloseimas pra casa, mas se mesmo assim ele não parar (e não é por mal muitas vezes, acredite), engula o choro e lute pra chegar onde você deseja. Encontre formas de desenvolver seu auto-controle e aguçar seu foco. Foque no que você quer pra sua vida.

Não existe receita ou fórmula pronta pra isso: cada um acaba desenvolvendo suas próprias táticas, porque o que funciona pra mim nem sempre funciona pra você.

Pode parecer duro isso que eu tô falando (e é, eu sei, eu mesma me dou uns coças desses de vez em quando), mas não existe resultado sem esforço – e o esforço é seu, porque a mudança é sua e, consequentemente, a responsabilidade por ela também.

E, olha, muitas vezes as pessoas se inspiram tanto pela sua dedicação que acabam entrando na sua onda. Então, o maridão pode não ter colaborado muito no início, mas depois ele pode até mesmo vir a te acompanhar e mudar os próprios hábitos junto com você. Aí, fica lindo de vez! ♥ (mas se ele não te acompanhar nunca, ok também, porque o casal não precisa ter o mesmo estilo de vida como regra pra dar certo, né?)

5. “Só mais uma vez e aí eu paro”

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“Só mais uma pizza e aí eu paro de vez e começo a dieta”

“Só mais um panettone e aí vem o ano novo e eu (re)começo a dieta e os exercícios”

“Só mais um brigadeiro, um beijinho e um pedaço de bolo e aí eu paro”

“Só mais um cigarro e aí eu paro”

“Só mais uma sacada de despedida antes de começar a dieta radical, e aí eu paro com isso”

Eu já fiz MUITO disso. Praticamente a minha vida toda. Sempre tinha “só mais uma vez e aí eu paro”, pra qualquer coisa: bebida, comida, preguiça… O problema não é você fazer isso. O problema é você NÃO PARAR de fazer o que tá fazendo e não começar a mudança, só empurrando com a barriga o seu problema e a solução dele também. É o lance das festas de fim de ano: o problema não é o que você come entre natal e ano novo, e sim o que você come entre o ano novo e o natal.

Quer se despedir das guloseimas antes de mudar seus hábitos? Vai se sentir melhor assim? Então faça. Mas não adie a sua mudança, o seu compromisso consigo mesma. Comece. Mude. Encare de peito aberto. E faça por você!

6. “Eu nasci assim mesmo e vou ser sempre assim”

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“Bitch, please!”

A famosa “síndrome de Gabriela”.

Isso se chama crença limitante: você se rotula e vive o resto da vida limitada por esse rótulo, que não te permite ir além do que você ACHA que é o seu limite. Mas na verdade essa é só uma tentativa do seu inconsciente de evitar mudanças, afinal, mudar exige um gasto energético tremendo: você precisa criar caminhos neurais novos, e isso requer tempo, dedicação, disciplina e prática.

Quanto mais enraizado o hábito/comportamento que você quer/precisa mudar, mais você vai precisar se dedicar a isso.

Então, do ponto de vista do seu cérebro, é mais fácil se conformar com o que você tem hoje – mesmo sendo uma bosta, ou insuficiente pra conquistar sua felicidade e/ou saúde – do que gastar energia mudando aquilo que você sempre fez durante muitos anos (e, às vezes, durante uma vida inteira).

Algo que eu aprendi e que tenho sempre em mente é o seguinte: “não é fácil, se não qualquer um conseguiria; mas também não é impossível, se não ninguém conseguiria.” – true story.

7. “Não tenho tempo”

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A vida corrida e ~falta de tempo~ não é exclusividade sua. Nem adianta querer fazer a diferentona que não é só você não que tem a vida corrida e mil obrigações pra cumprir em 24h. É lógico que cada um tem uma rotina diferente do outro. Uns com mais responsabilidades e mais tarefas no dia do que outros, mas nem por isso devemos nos isentar de responsabilidade quando o assunto é cuidar de nós mesmas.

Então vou levantar algumas questões pra gente refletir e ver o que se aplica à nossa vida e como podemos mudar:

Cenário A: você ACHA que não tem tempo, mas na verdade o que você não tem é organização. Ou seja: se você se esforçar pra se organizar, eliminar procrastinações e tarefas inúteis do seu dia e que só tomam um tempo valioso, você vai ver que tem tempo sim pra se exercitar ou até  mesmo planejar e preparar as suas refeições.

Cenário B: você ACHA que não tem tempo, mas na verdade você não tem mesmo é interesse. Nesse caso, ok. Se você não tá na pegada de fazer uma determinada na sua mudança agora, pode ser que realmente não seja a sua hora. Você precisa ter uma real motivação pra que consiga sair do atual cenário e persista na mudança.

Cenário C: você REALMENTE não tem tempo. Ok. Mas ainda assim existem formas de tentar se manter minimamente ativa mudando algumas coisas no seu dia, como se forçando a usar mais as escadas em vez de elevadores e escadas rolantes ou inserindo mais oportunidades de caminhada ou bicicleta em vez de apelar sempre ao carro. E tempo pra se alimentar bem, ora, você vai ter que comer ao longo do dia, certo? Então faça escolhas melhores nesses momentos.

E aí? Você se identificou com alguma dessas frases? Tá afim de mudar?

Ou já mudou e agora tem dicas ótimas pra compartilhar e incentivar a mudança em outras pessoas? Vamos tricotar! 

PS: WORK IT GIRL! Vai lá e arrasa, sem medo de ser feliz!

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4 Comments

  • Miria

    January 12, 01 2016 12:40:40

    Oi Ticiane!

    Acompanho seu blog há muito tempo e adoro seus posts!

    Um abraço

    • Ticiane Toledo

      January 12, 01 2016 03:48:44

      Oi, Miria! Fico feliz em saber que gosta dos posts. Faço com muito carinho pra vocês! Beijão e obrigada pelo apoio

  • Marcio Evaristo Souza

    April 02, 04 2016 10:12:38

    Menina, parabéns viu….
    conheço mulheres dos seus 40 e poucos anos e não tem um terço da sua percepção…

    • Ticiane Toledo

      April 05, 04 2016 11:46:15

      Puxa, Marcio, obrigada viu? Acho que esse aprendizado vem quando a gente se dispõe a aprender com as próprias experiências, né? Mesmo que num curto período de existência como a minha, rs. A terapia me ajudou a me tornar uma pessoa mais consciente nesse sentido, não posso negar, mas sempre tive tendência a esse lado mais “observador e sensível” nesse sentido. rs Grande abraço =)

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