Depois da prova, com a medalha e a cara de feliz.
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Corrida: o que aprendi na minha primeira prova

O último domingo (16) foi um dia de muita alegria para mim 🙂

Para quem ainda não viu no meu perfil do Facebook ou no meu Instagram (@ticianetoledo), ontem eu competi a minha primeira prova de corrida – a WRun 2014. 

Meu trajeto foi de 4k e o completei em 00:27:46. Uma superação pessoal. 

Depois da prova, com a medalha e a cara de feliz.

Depois da prova, com a medalha e a cara de feliz.

Isso porque meus treinos de 4k batiam entre 30 e 35 minutos e eu sempre intercalava com trechos de caminhada pelo cansaço.

Hoje eu vejo que esse cansaço é puramente psicológico, porque correr significa sair da minha zona de conforto – e eu nunca achei que fosse capaz de correr por algumas crenças que eu me impus.

Veja se você se encaixa em algumas delas:

1. “Tenho asma desde que nasci, logo, nunca tive muito fôlego para ser muito ativa e/ou aguentar um período mais extenso de atividade, tipo uma corrida.”

2. “Rompi o LCA (Ligamento Cruzado Anterior, localizado no joelho) nunca mais vou voltar a correr ou a fazer atividades de alto impacto.”

3. “Depois da cirurgia, vai demorar muito para me recuperar totalmente e meu joelho, ainda que reconstruído, jamais será o que era antes da lesão.”

4. “Estou acima do meu peso, então não posso correr para não danificar ainda mais as articulações (seja a reconstruída ou as que permanecem intactas). Ou seja: corrida só depois que eu conseguir secar. Enquanto isso, mesmo com o joelho agora recuperado, continuarei presa apenas a spinning e musculação. Buá.”

5. “Correr não é para mim, e nunca sentirei o prazer de que todo mundo fala. Para mim sempre vai ser um sacrifício, um desconforto gigante.”

6. “Não tenho competência para correr pensando em fazer os melhores tempos, então terei que me conformar em ficar entre os últimos colocados sempre. Sendo assim, é melhor nem competir, né?”

Escrevendo tudo isso, leio as minhas antigas crenças e penso: “cara, como a gente se chicoteia tanto por faltas percepções que incorporamos como verdades absolutas!”

Eu me sinto privilegiada por ter conseguido me libertar dessas amarras das falsas percepções, mas sei que tem muita gente aí que talvez vá carregá-las até o fim da vida, com muito sofrimento e sem necessidade. 🙁

Talvez a única desculpa legítima fosse a lesão ligamentar, mas, sinceramente, nem isso. Porque com fortalecimento muscular adequado e até fisioterapia, existe muita gente que vive sem reconstruir o LCA. E vivem e treinam muito bem, obrigada.

Mas agora nem isso posso alegar mais, agora que já passei pela cirurgia e pelo pós-operatório com muito sucesso, mesmo com o imprevisto da artrofibrose (complicação que tive na recuperação, e que ainda iremos abordar aqui no VIDA FIT).

Ou seja: não existem desculpas nem falsos limites, que fizeram sombra ao meu potencial por tanto tempo. Estão todos na nossa cabeça, chuchu. E se estão lá, nós temos como mudá-lo. 😉

Bom, como comentei, foram 4k.

Linha de chegada! Eu sou o pontinho amarelo \o/

Linha de chegada! Eu sou o pontinho amarelo \o/

No último km, depois de duas subidinhas (suaves, segundo os corredores mais experientes, mas meio puxadas para mim) onde a gente perdia velocidade e espaço pelo tanto de gente no percurso (as pessoas simplesmente PARAVAM ou reduziam a velocidade do nada, no meio da pista; bem que poderiam seguir o bom senso do trânsito e ficar do lado direito, liberando o acesso para quem queria dar um gás, né?), eu queria parar de correr e ir caminhando apenas. Não vou mentir para vocês: eu devo ter caminhado por uns 200m para recuperar o fôlego ao final da subida porque não estou adaptada ainda (meus treinos são em terreno plano, outra realidade).

E nesse momento, dois pensamentos me motivaram a não me render:

“Se eu quero ser uma vencedora e servir de exemplo para as pessoas, eu preciso PENSAR E AGIR como uma”. 

“E quando pensar em desistir, CONTINUE.” (essa frase eu já postei lá na página do Facebook, lembram?)

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E foi quando eu consegui o fôlego de volta para encerrar meu desafio.

A superação não foi nem apenas o tempo de conclusão da prova. Mas por tudo o que eu passei até o dia 16 de março de 2014:

– Uma lesão ligamentar que me acompanhou por três longos anos;

– Uma cirúrgia de reconstrução ligamentar acompanhada por uma reabilitação pós-cirúrgia de 6 meses (mais de 80 sessões de fisioterapia diária, ao todo);

– Um processo de reeducação alimentar aliado à terapia que me ajudaram a eliminar 12kg em 1 ano (e ainda continuo eliminando peso, agora com o reforço do Coaching!);

– E mais recentemente uma Formação em Coaching que me ajudou a ver que a cura do transtorno alimentar ESTÁ EM MIM e que eu já tenho tudo o que preciso para ser feliz, realizada e curada.

A prova em si me mostrou uma lição preciosíssima que gostaria de compartilhar com vocês. A orientação que recebi de meus treinadores para a minha primeira prova foi: “Tenha calma e não saia correndo loucamente, sem técnica, só para competir com os outros e passar à frente de todo mundo. Sua prova é a SUA PROVA. Não é uma competição. O importante é completar o percurso, e no seu tempo”.

Agora, trazendo isso para a luta de quem quer emagrecer e/ou se curar de um transtorno alimentar, o que isso significa? Que esse processo é como uma prova de corrida. Não importa se você vai demorar 2 meses ou 2 anos para emagrecer tudo o que você precisa emagrecer e/ou abandonar a compulsão alimentar. Não se trata de uma competição de quem emagrece/se cura primeiro, mas sim de conseguir, mas de chegar até o final da meta que se propôs, com saúde e fôlego para continuar seguindo em frente. Comece aos poucos mudando seus pensamentos, crenças e comportamentos para depois ter combustível para eliminar o que você precisa eliminar.

Bom, o que posso dizer sobre hoje é que eu curto e muito o meu presente precioso. E que, sim, hoje eu sei que posso correr, me superar e sentir muito prazer com essa atividade (depois da prova, então, aí que o bichinho picou mesmo!). Ô coisa boa!!!

Antes da prova.

V de VIDA FIT – e de Vitória. Dá-lhe clichê! haha :P

 

Você também quer ter asinhas nos pés, mas acha que não consegue? 

Se for te ajudar, mire-se na história que eu contei agora. Eu tinha tudo para desistir e me conformar com o fato de que eu nunca iria correr, que jamais teria competência para isso. Mas resolvi justamente provar a mim mesma e ao Universo que eu POSSO e VOU além.

 Em breve falaremos sobre estratégias para a sua primeira prova de corrida de rua com a ajuda do pessoal da Go Personal. Espero que isso anime vocês também e dê a coragem necessária para se arriscar num desafio desses. 🙂

Bons treinos e uma semana incrível pra todos nós!

5 Comments

  • Lerrine

    March 17, 03 2014 03:46:54

    Tici!! Que orgulho!! Parabéns, mulher! Morro de vontade tbm!
    Beijos!

    • Ticiane Toledo

      March 18, 03 2014 04:03:26

      Lê, SUA LINDA. Obrigada! Não passa vontade, não. Bóra correr! \o/ Beijocas.

  • Cássio Rosas

    March 18, 03 2014 05:12:58

    Angel, seu potencial é muito maior do que você pode imaginar. Que bom e gostoso é poder ver você se descobrindo, descobrindo seus limites e aproveitar assim cada momento do seu presente precioso. Você merece tudo isso e muito mais. Orgulho do Charlie!!!! rs. Bjos!!!

    • Ticiane Toledo

      March 24, 03 2014 08:32:40

      Charlie! Suas palavras são ultra importantes pra mim, e você sabe disso. Obrigada pelo carinho, amizade e apoio durante todo esse tempo <3 Super beijo, meu amigo.

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