Jejuar não é nenhuma moda nem penitência. Pelo contrário: a prática pode trazer benefícios mentais e físicos incríveis pra você! Neste post eu explico um pouquinho do que existe por trás do jejum intermitente.
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Jejum intermitente: 11 perguntas e respostas [ + minha experiência pessoal com o JI ]

Quero começar esse post deixando três pontos muito claros, especialmente de quem não conhece o jejum intermitente e acha que é uma ameaça contra a saúde, uma “dieta da moda” ou “só mais uma loucura pra emagrecer”.

Fato #1: nossos ancestrais não comiam a cada 3 horas: primeiro porque as formas de se medir o tempo são bem novas em comparação ao tempo que o homem está na terra. Eles comiam quando tinham fome e, mais especificamente, comiam quando existia oferta de alimento. Nem sempre essas duas condições coincidiam.

Fato #2: O conceito das refeições fracionadas e programadas (o tal “comer de 3 em 3 horas”) é um conceito super recente e que, como eu disse no primeiro ponto, não tem relação alguma com a evolução do homem até os dias de hoje.

Fato #3: Logo, jejum intermitente não é dieta da moda nem nenhuma “invencionice pra emagrecer”.

Aliás, existem diversos estudos e pesquisas com ótimas metodologias e bastante credibilidade que defendem o jejum como uma ferramenta terapêutica pra tratar/controlar vários quadros de doenças e também como um ótimo meio de perder gordura, melhorar sua saúde, eliminar a resistência à insulina, melhorar a sensibilidade à leptina (o “hormônio da saciedade”), reduzir inflamações (e doenças originadas de quadros inflamatórios, que são muitas!) e até prolongar seus anos de vida útil.

Veja alguns desses estudos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.

Agora vamos às perguntas que as pessoas mais me fazem quando o assunto é jejum intermitente.

1- O que significa fazer jejum intermitente?

O jejum intermitente alterna períodos curtos de jejum (entre 14 e 24 horas) com períodos mais longos de ingestão calórica normal.

Por isso é intermitente: porque não é uma prática contínua. Há janelas de alimentação (e alimentação de excelente qualidade). Não ficamos dias e dias sem comer. A menos que você tenha algum objetivo com isso, como é o caso de algumas religiões e suas tradições/propósitos espirituais.

Pra quem acha um absurdo a ideia de ficar sem comer, saiba que jejuamos naturalmente todos os dias! Isso acontece durante a noite, enquanto estamos dormindo. É por isso que dizem que o sono tem função reparadora: é o momento em que nosso corpo se destoxifica e dá um reset nos hormônios metabólicos. Como? Tudo isso por meio de um jejum (que varia entre 6-8h/noite, em média).

Os estudos mostram que os benefícios já ocorrem com 16 horas de jejum. Dessa forma, não existe uma regra: você pode fazer quantas horas quiser e conseguir – 16 num dia, 20 no outro, e por aí vai. A programação dos horários também deve ser pensada na forma que ficar mais prática pra você dentro da sua rotina.

2- Meu metabolismo não vai desacelerar?

Se evoluímos até os dias de hoje comendo quando havia comida e/ou quando sentíamos fome, isso já é uma prova de que jejuar não desacelera o metabolismo, certo? Do contrário não estaríamos aqui. Até mesmo porque nosso ancestrais precisavam, muitas vezes, caçar e até mesmo fugir ou lutar em jejum.

Existem estudos que mostram que o JI pode até mesmo provocar o efeito contrário: acelerar o metabolismo uma vez que usa como combustível a gordura estocada no seu corpo. E nós já sabemos que, quanto mais gordura você acumula, mais lento é o seu metabolismo. O seu peso magro (músculos) também é um grande fator de influência no que diz respeito a manter um metabolismo basal alto – portanto, não fuja dos treinamentos resistidos e foque em construir músculos se você deseja emagrecer ou permanecer magro! Aqui nesse post eu falo um pouquinho a respeito sobre esse conceito.

Neste estudo, por exemplo, observou-se um aumento do metabolismo basal com JI de até 72 horas (faça as contas: são 3 dias sem comer!)

Já neste outro estudo, voluntários que fizeram JI em dias alternados ao longo de 22 dias não apresentaram nenhuma alteração negativa ou redução de seus metabolismos, ao contrário do que a maioria das autoridades em saúde e nutrição repetem em seus consultórios, congressos, palestras e na imprensa.

Eu também passei a vida toda acreditando nesse mito do “metabolismo lento por falta de comida” e por muitos e muitos anos segui isso à risca. Mas com os estudos e com a experiência própria, abri a minha cabeça e hoje sou prova viva de que JI não desacelera coisa alguma em termos de metabolismo.

3- Eu não vou passar mal?

Se você não tiver diabetes ou nenhuma outra condição que torne o JI inapropriado à sua saúde (como gestação ou o tratamento com determinados medicamentos), não, você não vai passar mal.

O que acontece é que as pessoas têm medo de sentir fome e de ficar sem comida por algumas horas. Mas depois que nos acostumamos, percebemos o quanto o nosso corpo é muito mais resistente e inteligente do que a gente julgava antes quando o “comer a cada 3 horas” parecia ser a única solução pra se manter saudável (e magro).

É fato que as pessoas adeptas da Paleo e da LCHF se adaptam melhor aos jejuns porque a nossa base alimentar é a gordura natural dos alimentos (em menor quantidade, os carboidratos), por isso, sentimos menos fome ao longo do dia e, naturalmente, acabamos comendo entre períodos maiores de tempo (quando o corpo sinaliza a fome) do que as pessoas que seguem a pirâmide alimentar tradicional.

Por isso, não recomendo que você jejue a menos que já esteja na Paleo/LCHF e já passado pela cetoadaptação: o JI pode gerar efeitos colaterais caso você não esteja adaptada(o) ou caso seja diabética(o), como tonturas, fraquezas, náusea e dores de cabeça – todos decorrentes da diminuição do açúcar no sangue, que na verdade segue o padrão de alimentação habitual de cada um de nós.

4- Posso treinar em jejum? Como terei energia para me exercitar?

A partir do momento que sua fonte energética principal é a gordura, esse será o seu combustível pra treinar. Por isso, se você tem gordurinhas a eliminar, não se preocupe que o estoque tá garantido!

Tem gente que faz uso do “jejum de gordura”, que permite o uso de óleo de coco, por exemplo, no café durante o dia porque a gordura, do ponto de visto insulínico, é “neutra” e não afetaria o jejum. Como já contei aqui nesse post, o café com óleo de coco é um excelente pré-treino e uma fonte imediata de energia. Nesses casos, você não vai sofrer com queda no desempenho nem nada. Mas o jejum de gordura pode não ser a estratégia mais indicada se você quer perder gordura corporal, porque a ideia é que seu corpo use o seu próprio estoque adiposo como fonte energética pra manter as funções metabólicas do seu corpo, inclusive durante os treinos.

“Treinar em jejum pode, na verdade, resultar em melhores adaptações metabólicas (o que significa uma melhor performance), melhora na síntese protéica e uma melhor resposta anabólica à alimentação pós-treino.” – Mark Sisson

Algumas pessoas fazem uso de BCAA como pré-treino durante JI pra garantir que não vai haver nenhuma perda muscular, principalmente pra quem tem a hipertrofia como objetivo. Mas tudo depende da orientação do profissional que te acompanha (médico ou nutricionista) e, claro, dos seus objetivos.

Pra quem ainda tem dúvidas de como intercalar o JI com os horários de treinos, o Martin Berkham do LeanGains tem um guideline com algumas opções pra se inspirar: veja aqui.

5- E a massa magra?

Não existem estudos suficientes que comprovem que jejuns de curta duração (até 12h) levem à degradação muscular (catabolismo).  No livro Eat Stop Eat (ainda sem tradução em português), o autor Brad Pilon faz uso de uma extensa lista de estudos científicos que mostram justamente o contrário: desde que a pessoa pratique musculação, não há perda de massa magra, nem redução da taxa metabólica. 

A composição corporal individual também deve ser levada em consideração. Já vi alguns estudos mostrando que a perda de massa muscular depende do nível de gordura corporal do indivíduo e da quantidade de massa muscular anterior ao início do jejum – ou seja, se você tem mais ou menos gordura e/ou proteína. Nestes estudos, foi observada uma perda muscular menor em ratos obesos do que nos ratos magros em condições de jejuns prolongados: de acordo com os autores, a taxa de degradação da proteína muscular é maior em ratos magros do que em ratos com mais gordura corporal porque os ratos magros têm maior necessidade de “manutenção” e, por isso, apresentam um declínio metabólico mais rápido que os ratos gordos.

Ou seja: indivíduos magros também podem jejuar, mas é melhor optar por jejuns de curta duração pra preservar a massa muscular e desfrutar dos benefícios do JI. Nesses casos, a orientação profissional adequada é bastante importante e altamente recomendável se você não quiser perder a massa magra que conquistou até aqui.

6- Jejuar pode ativar gatilhos ou levar a transtornos alimentares?

Normalmente não. Também não existem estudos que correlacionem JI aos transtornos alimentares. Não que eu tenha visto até agora pelo menos.

É lógico que tudo vai depender das condições emocionais sob as quais você vai jejuar. Se você tiver propensão a ter algum transtorno alimentar ou se já tiver desenvolvido, tenha certeza: a culpa não é do jejum. No caso, ele não seria a razão de um transtorno alimentar e sim um gatilho.

Nestes casos, o jejum pode ser feito, mas com cuidado redobrado pra evitar que o JI não se transforme nesse gatilho de compulsão ou até anorexia. Alguns autores defendem que um jejum moderado (até 10h) pode beneficiar quem sofre de algum transtorno alimentar no sentido de reeducar seus sentidos com relação à fome física x fome emocional.

No meu caso, o JI ajuda a controlar a compulsão alimentar a partir do momento que estabiliza minha glicemia e meus níveis de insulina e leptina. Incrivelmente, quando tô em jejum, eu não penso em comida e todo o meu foco vai pra coisas realmente produtiva, como estudos e trabalho.

7- JI tem efeitos diferentes em homens e mulheres?

Todos os estudos que eu li a respeito de JI ou foram realizados em ratos ou em adultos homens. Mas já li vários artigos em blogs Paleo que fazem algumas ressalvas sobre JI em mulheres, principalmente as que sofrem de fadiga adrenal ou de algum transtorno alimentar (como já falei ali em cima).

No caso da fadiga adrenal, como o corpo tende a liberar mais cortisol (produzido pelas glândulas adrenais), ainda dentro de padrões considerados saudáveis, pode ser que quem sofra desse quadro tenha mais dificuldades em jejuar e algumas alterações no sono podem ser sentidas. Nós, mulheres, temos uma tendência maior à fadiga adrenal. Por isso, existem vários autores que defendem que as mulheres (especialmente as que já tiverem sido diagnosticadas com fadiga adrenal) devam jejuar apenas em dias de menor stress, como dias de folga ou durante as férias, por exemplo, e devem consumir “amidos gentis” antes do jejum noturno – isso porque os carboidratos dão um calm down no sistema nervoso e ajudam a regular o sono.

Existem autores, inclusive, que são contra a aplicação de JI em mulheres, mas como eu não tenho conhecimento suficiente em fisiologia, prefiro ainda não opinar a respeito. Só conto mesmo com o pouco conhecimento que tenho sobre o assunto e com a minha experiência de vida – não é suficiente pra elaborar nenhuma tese científica sobre isso. Daqui a um tempo com certeza já vou poder aprofundar nisso com vocês!

8- Que resultados posso esperar?

Os resultados variam muito de pessoa pra pessoa porque a experiência é bastante individual e tudo depende de como vai ser sua resposta aos JIs, além do seu objetivo com os protocolos, claro.

Mas em geral, podemos esperar os seguintes resultados:

  • Redução de gordura corporal
  • Possível ganho de massa magra (dependendo da alimentação nas janelas de ingestão calórica e do protocolo de JI utilizado conforme seus objetivos e individualidades biológicas)
  • Melhora da sensibilidade aos hormônios insulina e leptina
  • Redução dos níveis de insulina
  • Redução dos marcadores inflamatórios
  • Clareza mental, foco, maior capacidade de produção intelectual
  • Força e performance física
  • Manutenção ou aumento do metabolismo basal
  • Controle de “cravings” (vontades de determinados alimentos, especialmente doces e carboidratos) e até mesmo de transtornos alimentares
  • Melhora na qualidade do sono
  • Maior resistência ao stress e à dor
  • Menos cansaço

Se você não experimentar nenhum desses benefícios, é melhor reconsiderar a forma como vem conduzindo o JI no seu dia a dia. Por isso, repito, ter orientação de um profissional competente e que entenda do assunto é um adianto de vida e poupa muito stress e experiências negativas com uma prática tão boa pra nossa saúde e pro nosso corpo.

9- Quem não deve jejuar?

Crianças e mulheres gestantes, diabéticos dependentes de insulina e demais pessoas em tratamentos medicamentosos específicos. Na dúvida, pergunte ao seu nutricionista ou ao seu médico, ok?

10- Quem pode jejuar?

Com exceção das condições que citei no tópico anterior, qualquer adulto saudável pode jejuar.

Eu acredito que JI deve ser feito apenas com orientação profissional e dentro de um determinado contexto, porque estamos falando (na minha opinião) de uma ferramenta estratégica pra fins específicos: emagrecimento ou controle da resistência à insulina, por exemplo. Se você não foi orientado por um médico ou um nutricionista, não tem por que jejuar, na minha opinião. O protocolo adotado vai muito de acordo com a linha de atuação e a linha de raciocínio destes profissionais de acordo com seus objetivos, sintomas atuais e histórico de saúde.

Jejum não faz mal. O que faz mal é jejum mal feito e/ou confundido com restrição alimentar desorientada.

11- Por onde começar?

Não há apenas uma forma de fazer JI: hoje já existem vários protocolos e você também pode montar o seu próprio cronograma de jejum (novamente, conforme orientações de profissionais capacitados e que sabem o que está fazendo).

Mas o meu conselho é deixar o jejum acontecer naturalmente, sem forçar, neste primeiro momento e antes de tentar qualquer protocolo. Conforme você vai se alimentando com menos carboidratos e mais gordura natural dos alimentos, você vai naturalmente sentir menos fome. E conforme você for aprendendo a identificar as sinalizações físicas da fome, mais em sintonia com seu corpo você fica. Então é bastante provável que eventualmente você vai passar a jejuar durante o dia sem nem se dar conta porque a saciedade vai estar mais presente no seu dia do que a fome física de fato.

Por isso, nesse primeiro momento, não se coloque metas porque às vezes o seu psicológico pode te sabotar por causa da ansiedade. Relaxe, deixe acontecer naturalmente e desfrute dos benefícios do JI =)

Depois que você se habituar aos “jejuns naturais”, você pode começar a pensar em seguir protocolos específicos. Na internet e em livros sobre dietas e jejuns, você encontra uma série de protocolos e formas de incluir o JI no seu dia a dia. Basta procurar, filtrar as fontes mais confiáveis e ir testando. Novamente: se tiver um profissional acompanhando suas experiências, melhor ainda!

Testemunho pessoal

Eu faço jejuns há pouco tempo, desde o segundo semestre de 2015. E foi bem natural. Já vinha percebendo que, com uma alimentação baseada em gorduras, eu sentia menos fome ao longo do dia e sentia menos necessidade de me alimentar com várias refeições. Quando vi, já estava jejuando por algumas horas durante o dia (8h, 9h, por aí).

Foi quando comecei a ler sobre o assunto e a entender o funcionamento do JI, mas não iniciei nenhum protocolo (por maior que fosse a curiosidade, ainda mais lendo sobre todos os benefícios pra saúde e estética) até que minha nutri (a Dra Louise Hamoy) me orientou a fazer JI junto ao plano alimentar que ela havia elaborado pra mim dentro da Paleo/LCHF (especialidades dela).

Começamos com 3 vezes na semana por 16h, depois aumentamos para 18h (ainda 3x/semana) até que chegamos nas 20h todos os dias por 15 dias (um protocolo específico chamado Dieta do Guerreiro – já vou falar sobre isso!)

Pra mim, os jejuns são ótimos. Eu me sinto MUITO BEM física, intelectual e emocionalmente.

Até hoje, nunca presenciei episódios de perda de massa magra durante os protocolos de jejum (pelo contrário, eu venho ganhando músculos). A % de gordura corporal também vem caindo quando faço o JI e me alimento certinho, dentro da Paleo/LCHF.

Lógico que não adianta ficar jacando e jejuando em seguida pra “compensar”. Não é assim que funciona, ok? Por isso que digo que, para mim, o JI é uma evolução natural. É o next step depois que adquirimos um determinado nível de maturidade sobre a nossa alimentação, tanto sobre a qualidade dos alimentos quanto pelos sentimentos que a gente nutre com relação à nossa comida. 

O jejum também é ótimo como um regulador digestivo no meu caso. Quando como algo que não me caiu bem, basta fazer um jejum que a indigestão e o mal estar vão embora.

Em JI, a vida segue normal, inclusive nos treinos. Não sinto tanta diferença em desempenho nos HIITs, musculação ou nos treinos mais moderados de corrida, por exemplo, mas é bastante provável que quando tomo meu café com óleo de coco, acabo performando melhor, mesmo que eu não note conscientemente. Já fiz treinos de CrossFit em jejum (+14h) e nunca senti nenhum efeito colateral como fraquezas ou tonturas.

Como disse lá em cima, o JI também funciona lindamente como controle da minha compulsão alimentar e hoje eu já aprendi a diferenciar a fome física da emocional – algo que todos nós deveríamos reaprender, com ou sem transtorno alimentar.

Enfim, pra mim, o JI tem sido um aliado e tanto! Pretendo manter na minha vida, variando os estímulos conforme meus objetivos e necessidades.

Agora quero saber de você:

  • Você já teve alguma experiência com jejum intermitente? Me conte como foi ou como tem sido!
  • Se você ainda não experimentou o JI, tem vontade ou acha que não é pra você? Quero saber a sua opinião também, mesmo que seja contrária à minha =)

 

21 Comments

  • hamanda paim de chaves

    May 03, 05 2016 03:35:42

    ola, eu estou me adequando ao jejum intermintente, estou começando com o a janela de 14/10h. ;porém treino a noite, quando ja iniciei o jejum. Devo comer algo depois do treino mesmo desrepritando o jejujm ou nao?

    • Ticiane Toledo

      May 04, 05 2016 05:09:43

      Se você sempre jejuar e treinar nesse horário e for comer antes do treino, você vai quebrar o jejum. Uma vez quebrado o jejum, você recomeça a contagem do zero. Aí vai de você, entendeu? Ou você revê suas janelas de jejum ou seus horários de treino, ou treina em jejum (se estiver cetoadaptada, não vai passar mal – a única coisa que pode acontecer é o treino não render tanto apenas).

    • Bruna Paiva Vidual de Souza

      October 26, 10 2016 03:52:27

      Poderia me ajudar em relação ao horário? Eu treino a noite das 20:30 as 22:30 h, chego em casa as 23h. Quero fazer o jejum para queima de gordura e li várias reportagens e posts sobre o assunto mas em nenhum eu consegui ajuda com relação a quem treina a noite! Vi que para queima de gordura tem que fazer o jejum e seguir com o treino também em jejum e somente após o treino é que devo abrir a janela de 8h e começar a me alimentar. Como farei isso? Vou começar a comer as 23h da noite e terminar as 7h da manhã?! Não dá! vou passar a noite acordada fazendo as refeições e após as 7h da manhã vou trabalhar sem dormir… ou seja, não dormir nunca mais… rsrsrsrs… Como posso fazer? Obrigada.
      Obrigada.

      • Ticiane Toledo

        November 18, 11 2016 11:16:02

        Oi, Bruna, tudo bom? O jejum deve ser adaptado à sua rotina e não ao contrário, na minha opinião pessoal. Se eu fosse você, treinaria em jejum, após o treino me alimentaria, iria dormir e, se tivesse fome, comeria pela manhã. Do contrário, só no almoço ou quando surgir a fome fisiológica novamente. Veja como fica melhor pra você dentro das suas possibilidades, sem neurose 😉 Beijo!

  • Carmen

    October 21, 10 2016 10:28:25

    Iniciei minha reeducação alimentar com LC em Julho deste ano e me identifiquei com esse estilo de vida, o jejum veio de forma natural assim como aconteceu com vc, porém hj tenho jejuado sem ficar neurada em protocolos, mais tenho percebido que quando passo as 14 hrs de jejum começo a ter mal estar fico meia área, bom minha dúvida é: será que ainda não cetoadaptada e por isso estou sentindo esse mal estar? é necessário seguir o protocolo?

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 11:26:18

      Acho válido você não encanar com protocolos de jejum tão cedo assim. Eu mesma só comecei a segui-los depois de 1 ano e meio de lowcarb. Vá com calma, jejue conforme sua saciedade ditar neste início principalmente. Se você ainda não se sente bem com longos períodos em jejum, é mais um motivo pra não querer forçar a barra agora. Vá aos poucos, sem afobação, ouvindo seu corpo e o respeitando acima de tudo 🙂

  • Carlos

    October 25, 10 2016 05:36:00

    Olá! Estou praticando o JI a duas semanas, li muito sobre o assunto e foi bem fácil pra mim, pois com a correria durante o dia acabava jejuando e comendo fora dos horários tradicionais. Porém estou com uma dúvida, estou fazendo jejum das 21h até as 13h, ou seja, 16h, e tenho algumas dores de cabeça muito forte, bebo e sempre bebi muita água, uns 2litros por dia, como tem somente duas semanas que comecei, penso que elas são causadas pela queda no consumo de açúcar e que logo devem parar, o que você acha?

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 11:21:01

      Carlos, como cada caso é um caso, fica difícil dar um parecer sobre o que você me contou. Mas avalie essa dor de cabeça como parte de um conjunto. Se você se sente desconfortável com ela, interrompa o jejum e coma. Dor de cabeça é um dos sintomas físicos da fome, e na minha opinião é um dos mais chatos.

  • paulo

    November 04, 11 2016 06:02:26

    Já to fazendo a um mês ji e estou me beneficiando muito, estou mais definido e mais forte também porque o ji aumenta a quantidade de testosterona e gh

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 11:06:40

      Perfeito, Paulo! É isso mesmo! JI aumenta produção de GH e testo, e aí a gente se sente mais forte mesmo 😉 Legal saber que tá sendo legal pra você. Obrigada por compartilhar. Sucesso!

  • Nathalia

    November 05, 11 2016 01:18:27

    Olá! Eu estou começando e tenho utilizado protocolos de 17h (janto e não como nada até o próximo almoço) e tem sido bem tranquilo.
    Mas além da musculação, eu costumo nadar umas 5x na semana, mais ou menos 2km por treino. Você acredita que aeróbico e jejum não combinam?

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 11:07:53

      Oi, Nathalia! Aeróbio em jejum combinam sim, desde que você se sinta fisicamente bem. Lógico que tudo depende do seu objetivo: se você for atleta e precisar de performance, talvez não seja o ideal. Mas novamente, tudo depende da sua adaptação ao jejum e aos treinos em jejum. Vai testando e observando como se sente em rendimento e resultados físicos. Beijão!

  • Ana Carolina

    November 09, 11 2016 09:26:12

    Iniciei ha uma semana o jejum e de cara com 16hs .no terc.dia senti dores de cabeça leve . Estou me sentindo muito bem mais disposta. Incrível !

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 10:57:51

      Pode acontecer. Até porque um dos “sintomas” da fome é a dor de cabeça. Se sentir que a dor persiste ou incomoda, interrompa o jejum e coma, ok?

  • Ana Carolina

    November 09, 11 2016 09:34:46

    Igual vc Ticiane , tbm sofro de compulsao alimentar , no meu caso , eu tenho que evitar besteiras , guloseimas, sou como os viciados alcoólicas , tenho sempre que evitar o primeiro senão , devoro tudo e depois fico arrasada. O jejum , em tão pouco tempo, me deu controle, mas s calma e até mais ânimo. Em muito pouco tempo. Estou perplexa e amando os resultados !

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 10:56:58

      Que maravilha, Ana! Tão bom receber relatos iguais aos seus! O jejum é uma adaptação bastante individual. Tem gente que se sente bem fazendo, tem gente que não – e tudo bem também, né? Temos que ouvir nosso corpo e respeitá-lo acima de tudo. Continue no seu caminho, conhecendo seu corpo cada dia mais, e você vai longe! <3 Beijão.

  • Amanda

    November 12, 11 2016 09:53:29

    Bom dia!
    Quero fazer o jejum, mas minha dúvida é…. Como retomar a alimentação depois? Vou ter me fazer o jejum para sempre?

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 10:49:06

      Oi, Amanda! Como assim, fazer jejum para sempre? A retomada deve ser a mais simples possível: com a sua comida habitual, conforme sua fome e saciedade.

  • Joyce

    November 14, 11 2016 09:59:28

    O jejum 14/10 deve ser feito todos os dias? E tem período máximo para jejuar?

    • Ticiane Toledo

      November 18, 11 2016 10:44:56

      Se seu corpo se adaptar bem ao jejum, não tem problemas fazer todo dia, principalmente se for um período de não-alimentação natural (quando estamos saciados/nutridos e “nem percebemos” que o tempo passou e a gente ficou X horas sem se alimentar). Não existe período máximo pra jejuar. Tem gente que consegue jejuar por dias, mas é aquela coisa, né: qual seu objetivo com jejum? VOCÊ, enquanto indivíduo, precisa ficar 36h em jejum? Não sei. Cada um é cada um. Não gosto de ficar comparando meu jejum ao do outro, sabe? Se não vira paranóia também.

O que você achou?