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Iguais, porém diferentes

“WTF? Mas que droga de título é esse, Tici?”

Calma, que eu já chego lá.

Aqui no VF quero mostrar que todos somos iguais. Porque todos temos a mesma capacidade de evoluir e melhorar aquilo que não nos agrada, seja a saúde que está debilitada, a falta de disposição para o dia a dia, dificuldade para emagrecer e até mesmo para engordar. Afinal, todos nós conhecemos uma ou duas (ou mais) pessoas que conseguiram superar o mesmo quadro que o nosso. E se a outra pessoa conseguiu, por que você não pode? Quais os recursos a outra pessoa tinha que a auxiliou no seu objetivo, nas suas metas? O que ela tem de diferente de você e o que você pode fazer a respeito disso?

Porém, mesmo tendo a mesma capacidade de evolução e mudança de cenário, ninguém é igual a ninguém. Simplesmente porque nossos corpos funcionam de maneiras diferentes, assim como nossas cabeças e nossos comportamentos e padrões mentais. O que funciona para mim, pode não funcionar para você, e vice-versa. Eu posso precisar tomar um suplemento em determinada fase da vida, e você não. Eu posso ter uma situação ou sentimento que funciona como gatilho para que eu sabote minha dieta e coma compulsivamente; o você não. E o auto-conhecimento é peça fundamental nisso.

Precisamos nos conhecer antes de recorrer aos tais “milagres” da indústria da saúde e do bem-estar – milagres estes que não existem, ok? Não existe “farinha seca-barriga”, não existe “frutinha oriental que emagrece horrores”, nem shake ou pílula que te faz perder 15kg em um mês (quer dizer, não à custa da sua saúde).

Existe sim a junção do auto-conhecimento (se eu me conheço, se presto atenção no que meu corpo me disse até hoje, sei o que me faz bem; e isso a gente pode aprender ao longo da vida, se nos dedicarmos e tivermos carinho por nós mesmos) com o conhecimento de um profissional competente, ético e apto a exercer seu ofício adequadamente (nutricionista, nutrólogo, personal trainer, endocrinologista etc).

Digo isso tudo depois de ler o texto “Explica, Pugli!”, do blog Cronista Amadora, que bombou ontem na web e chegou até mim por meio de uma amiga. Quem tiver curiosidade de ler, leia. Hoje foi publicado a parte 2 do mesmo texto (leia aqui).

O que eu acho?

Primeiro ponto: Publicidade velada deve, sim, ser denunciada ao CONAR.

Como jornalistas e profissionais de comunicação (e depois de muitos anos trabalhando em agências de comunicação), também defendemos isso e tomamos o maior cuidado para que nossas dicas e sugestões aqui do VidaFit não passem a impressão errônea aos nossos leitores e os afetem negativamente em vez de ajudá-los.

Só para esclarecer: nós ainda não temos publiposts, ou seja, marcas que pagaram $ para que publicássemos matérias pagas. Mesmo porque ainda nem finalizamos nosso mídia kit. E quando tivermos algum material desse tipo em nosso blog, ele será claramente sinalizado em respeito a vocês, leitores, e em respeito à nossa ética profissional também.

Nossas dicas são genuínas e não indicamos nada sem prova/testar. Acreditamos que isso seja parte do nosso trabalho (sim, trabalho, uma vez que dedicamos nosso tempo a esse blog – apenas não somos remuneradas para isso), assim como a Pugliesi defende isso nos posts dela (daí ela estar fazendo ou não publicidade “oculta” já são outros 500).

O que temos hoje são parcerias com profissionais da Saúde (nutricionista e personal trainer) e a academia onde a Bia malha atualmente, em Agudos (próximo a Bauru). Nessas parcerias, estes profissionais nos emprestam sua expertise para que a gente possa gerar conteúdo de qualidade para vocês – afinal, todo jornalista necessita de fontes para falar de assuntos que não são de sua propriedade. Optamos por esse modelo para que não precisássemos correr atrás de fontes a cada pauta, que é o que acontece hoje na imprensa de fato (posso falar porque já trabalhei na filial da Globo daqui de SJCampos). Para nós, é um modelo cansativo, uma vez que vivemos de pautas diárias sobre nutrição, fitness e não temos uma equipe de produção de pautas – somos a Bia e eu apenas cuidando de tudo isso aqui, e além disso nós trabalhamos em nossos empregos formais e remunerados a maior parte do dia, temos casa, namorado/marido, animais para cuidar, estudos, além de N outros deveres a serem cumpridos diariamente.

Então foi o modo mais prático que encontramos: nos filiar a profissionais que abraçam a nossa causa e querem também combater a desinformação que existe hoje na web. Em troca, eles nos ofereceram cuidar de nossas dietas e nossos treinos, e no caso da Bia, ofereceram ainda um local para que ela pudesse treinar neste período pre-contest dela. Vejo isso como um patrocínio não-remunerado. Pessoas que acreditam em nosso trabalho e querem se unir a ele. Até já fizemos um post sobre isso para explicar quem é quem na fila do pão.

Também já fizemos alguns posts autorais sobre temas que são de nosso conhecimento após anos de leitura, consultas com nutricionistas e profissionais da Saúde, terapia, conversas em fóruns especializados, cursos gratuitos na web (como os disponibilizados pela Coursera.org) e por aí vai. E justamente por não sermos profissionais destas áreas, academicamente falando, temos o cuidado de SEMPRE sinalizar que todos devem procurar a orientação e o acompanhamento de profissionais competentes, éticos e credenciados. Não somos ingênuas nem bobas. Já passamos (e ainda estamos passando) por esse processo de acompanhamento, e sabemos da importância da informação ser passada correta e eticamente. Isso sem falar que não colocaríamos nossa imagem em risco por causa de um post, né? 😉

Se vocês veem algo de errado nessa prática, por favor, nos avisem e nos orientem para que possamos regularizar esta ou qualquer outra situação que possa jogar contra a nossa proposta inicial, ok? Estamos aqui não só para compartilhar dicas e conteúdo de qualidade gratuitamente, como também para aprender e evoluir 🙂

Segundo ponto: Somos responsáveis por aquilo que postamos.

Acompanho o Instagram da Pugliesi desde o ano passado. Do blog eu nunca fui fã. Já o Instagram tem essa pegada mais “diário”, é mais pessoal, informal e bem-humorada. Então dá para levar mais de boa, sem críticas editoriais ferrenhas.

Existem coisas úteis lá, como os treinos que ela filma, por exemplo. Mas acho também que realmente existem posts que são too much, e chegam a ser essa “gordofobia” de que a autora do Cronista Amadora fala. Eu levo para o lado do humor (e eu também estou gordinha, viu, gente?), mas sei que esse pode não ser o mesmo efeito em outras pessoas que talvez estejam mais sensibilizadas naquele momento, com a autoestima mais acabadinha, ou até mesmo que estejam sofrendo por causa de algum transtorno alimentar (como é o nosso caso, meu e da Bia, que estamos nos curando da compulsão alimentar – e nós já falamos sobre isso em outros posts aqui, sem tabus).

Não dá para isentar a Pugliesi dizendo que só seguem as dicas dela quem quer, certo? Certo. Temos que pensar que vivemos num país onde o conhecimento ainda é para poucos, por mais que o acesso à internet esteja se expandindo em território nacional. Mas do que adianta ter acesso à informação se você não possui senso crítico para decodifica-la e, assim, fazer uso dela? Não à toa vejo pessoas que fazem perguntas ou afirmações de todos os tipos nos grupos de que participo no Facebook sobre estes temas. Desde coisas do tipo “vou fazer a dieta da XYZ ~qualquer dieta da moda ou ridiculamente restritiva~ para perder 10kg em 1 mês, o que acham?” até “quantas abdominais preciso fazer por dia para perder barriga?”. Coisas que nós, que pesquisamos e nos informamos, sabemos que não fazem sentido algum e que não irão trazer nenhum benefício também. Mas talvez nós sejamos apenas 10%, ou até menos, da parcela da população – a mesma população que acredita que gojiberry é o novo milagre para quem quer emagrecer, por exemplo.

Todo indivíduo que é um formador de opinião tem, sim, por responsabilidade passar a informação correta e sempre fazer aquele “serviço básico” de alertar as pessoas para que elas busquem orientação/acompanhamento profissional, frisando sobre a importância de você saber as suas necessidades reais do seu corpo (químicas/fisiológicas/nutricionais) porque o que funciona para ele pode não funcionar para todo mundo. Do contrário, sabe-se lá como iremos afetar as pessoas que nos leem todos os dias? Em vez de ajudar, podemos atrapalhar e piorar a situação atual de um leitor. Deus me livre! 🙁

Gosto do trabalho da Pugliesi, que estimula o primeiro contato com uma vida saudável em muitas pessoas, mas sempre filtro o que ela posta para aproveitar aquilo que julgo ser correto, ético e relevante para a minha vida. Assim como faço com as notícias que vejo nos portais da imprensa nacional, em blogs de moda, e todos os veículos de comunicação, formais ou não.

A real do VIDA FIT

Eu sou uma pessoa comum assim como vocês. Não fico comprando produtos caros todo dia para dar a impressão de que “alimentação saudável é coisa de rico”, nem me entupindo de suplementos alimentares ou multi-vitamínicos sem necessidade, só para falar que uso. E quando faço uso, é sempre com prescrição da minha nutri, em momentos que ELA, com todo o seu conhecimento técnico, julga ser necessário.

A proposta é justamente mostrar que é possível comer de forma saudável mesmo com o orçamento limitado, como o nosso. Eu compro as coisas no mesmo mercado que vocês, muito possivelmente. A base da minhadieta é muito simples e adaptável a qualquer rotina ou situação econômica: frutas, legumes, verduras, carnes, laticínios, oleaginosas (castanhas, nozes, etc). E sim, compro na feira também quando preciso/quero economizar.

Tenho meus objetivos em termos de negócios, caminhos que estou traçando para que o VF se profissionalize e vire algo realmente útil e relevante para a comunidade da qual faço parte, seja online ou offline. Mais do que pelo dinheiro, esse projeto nasceu da minha vontade de ajudar os outros a melhorarem aquilo que sentem que pode ser melhorado, sempre priorizando a saúde. E sei o quão sensível é este assunto. Gosto de falar sobre isso porque é o que vivo, e é esse estilo de vida que me fez dar o primeiro passo rumo à cura da compulsão alimentar.

Então, nossa dica é: tenham sempre um olhar crítico sobre as coisas que vocês leem na web e nas revistas. Não acreditem em tudo que as pessoas vendem como “milagroso” porque milagres não existem quando a gente fala em emagrecer, ganhar definição muscular, reduzir o colesterol etc. O que existe é a soma de hábitos saudáveis que transformam nossas vidas para melhor e para sempre. E é isso que eu friso por aqui.

Estamos combinados? 😉

E claro, qualquer dúvida ou sugestão ou crítica, é só me mandar um email pra gente trocar uma ideia: contato@vidafit.com.br

Super beijo e muita saúde para todos nós!

4 Comments

  • Nina

    January 30, 01 2014 07:47:40

    Ticiane e Bia: eu lhes agradeço a divulgação. Gostei muito dos esclarecimentos aqui abordados, sobre quem leva a sério a maneira como a informação chega e é captada pelo seu público-alvo. Parabéns. Vocês estão no caminho certo.
    Boa noite!

    • Ticiane Toledo

      January 30, 01 2014 08:21:18

      Obrigada, Nina! Ficamos muito felizes em saber que gostou do nosso trabalho. A credibilidade é um valor muito importante para nós, principalmente levando em consideração a bagagem jornalística que trazemos.

      Estamos acompanhando os seus posts (hoje mesmo eu acompanhei o hangout da Pugli para ver se ela responderia às dúvidas de vocês) para saber do desenrolar da história, que é muito de nosso interesse também – afinal, sábio é quem aprende com os erros dos outros 😉

      Boa noite!

  • Leonardo Rasz

    June 11, 06 2015 05:57:39

    Sempre fui contra essa máxima: “Todos são iguais.”, “Todos podem chegar lá” e outros chavões da mesma estirpe. Esse tipo de pensamento está impregnado em cada página de livros de auto ajuda.

    Gostei do segundo parágrafo onde descreve de maneira direta que somos diferentes e que funcionamos de forma diferente, tanto mentalmente como fisicamente.

    Parabéns pela opinião. Você sabe do que fala, menina!

    • Ticiane Toledo

      June 12, 06 2015 10:30:35

      Leonardo, obrigada pelas palavras! Fico muito feliz em saber que não falei bobeira e que faz sentido para outras pessoas também além de mim e da minha mãe, haha. Parto sempre do princípio da individualidade, seja ela emocional ou biológica. Grande abraço!

O que você achou?