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#GO21K: 30 dias para a prova e muita emoção no meio do caminho

Hoje, 26 de junho, começa a ficar mais apertada a contagem regressiva pra minha primeira meia maratona, no Rio de Janeiro: faltam apenas 30 dias. TRINTA DIAS!

Até antes de ontem, eu tava super apreensiva, sem saber se conseguiria ou se poderia participar da prova por causa das dores que eu venho sentindo no quadril há quase 1 mês.

Com isso, veio um turbilhão de emoções: a frustração por muito provavelmente não conseguir concluir uma meta que eu havia traçado há 1 ano (e com a qual venho sonhando desde então, tipo criança ansiosa pela excursão da escola, sabe?). Mas ontem o céu já começou a se abrir aqui pra mim e eu quero compartilhar esse episódio porque eu tenho aprendido muito com tudo isso e talvez possa ajudar vocês também! =)

A dor e o diagnóstico

Quem me acompanhou lá no Instagram esse período (@ticianetoledo – já me segue por lá?), viu também as constantes queixas e angústias relacionadas ao meu quadril. Era uma dor que eu nunca senti antes, que não tinha padrão de frequência ou intensidade, eu não sabia nem explicar aos médicos nem aos treinadores nem à fisioterapeuta. Até que a ressonância magnética apontou o seguinte laudo:

Infiltração edematosa envolvendo o tendão do ílio-psoas adjacente ao bordo anterior do acetábulo (eminência pectínea). O aspecto pode estar relacionado a bursite do ílio-psoas ou “Snapping Hip”. Correlacionar com dados clínicos. Mínima infiltração edematosa entre trato ílio-tibial e o grande trocanter, compatível com sobrecarga mecânica / atrito.

Quando vi isso, já surtei, né? #DramaQueen

Minha ortopedista, a Dra Fabíola Godoy (que operou meu joelho – eu conto a história AQUI neste post), não soube me ajudar porque não era a especialidade dela. Então recorri ao Dr. Antônio Affonso, ortopedista esportivo e também corredor, que conseguiu entender os meus sintomas e as minhas dores (físicas e emocionais, rs) e me falou que as inflamações/edemas que a RM mostrou não estão motivando as minhas dores, e sim o meu ciático era quem tava gritando e precisava de cuidados. Então ontem mesmo já entramos com medicação: injeções de antiinflamatórios e analgésicos e antiinflamatório via oral também como complemento.

Ontem mesmo eu já me sentia muito melhor, com menos dores, principalmente no período da noite, que era quando o bicho pegava aqui. Hoje já acordei sem dores, treinei com o André e já me sinto “eu mesma” de novo – feliz, de bem com a vida, bem humorada e EM MOVIMENTO. Porque vamos combinar que sentir dor é um saco e tira a gente do sério, né? Ainda mais quando tira da gente as coisas que a gente ama fazer – tipo correr e treinar, no meu caso.

Recalculando rota – e o planejamento também

Já falei AQUI neste post sobre o planejamento dos treinos da Meia, lembram? Então.

A real é que não consegui cumprir quase nada do que eu havia me proposto a fazer porque mal consegui treinar e chegar ao volume semanal planejado. Com dores, fiquei com receio até de fazer os exames do cardio (a esteira e o teste de esforço). Acabei não adaptando a minha dieta porque não estava tendo o gasto energético esperado (mas voltei à LCHF firme e forte, o que  me deixou muito feliz!). Mas mesmo lesionada, eu não parei de treinar. Fomos alterando os tipos de treino, focando em fortalecimento (de CORE principalmente) e reabilitação (nos treinos e na fisio com a Dra Bruna).

Com o André sempre muito paciente comigo (tks a lot ♥) e me orientando ao máximo, a gente foi adaptando o quanto deu e eu fui fazendo meu melhor dentro do que eu podia fazer, dentro das limitações nesse período – e lidando com a frustração e altos e baixos todo santo dia: tinha dia que eu conseguia treinar, outros dias nem sequer conseguia começar a correr por causa de dores logo no aquecimento e nos educativos.

Hoje eu testei correr só com o #bulletproofcoffee pra ver como meu corpo ia responder ☕️ Já vi atletas ceto-adaptados fazerem 16-18k só com o #BPC (lógico, num ritmo de rodagem e não de performance, e obviamente que isso não foi do dia pra noite – tem que ir testando e ouvindo os sinais do seu corpo pra fazer as adaptações pra você e suas necessidades, cada um é cada um) Pois bem. Corri 12k num ritmo bem confortável (média 6’04″/km), aumentando o pace apenas nas subidas e descidas do percurso pra não sobrecarregar o quadril. Nas retas conseguia manter entre 5’40”-5’55″/km tranquilamente. Só nos últimos 2k que eu usei metadinha do gel de carbo porque me senti mais cansada, o que acho que deve ser reflexo do meu ciclo (naqueles dias, minhas pernas ficam super pesadas e minha resistência e disposição, um lixo ). Vou continuar testando em outros treinos e períodos do mês, adaptando com a nutri conforme o andamento das minhas experiências e meus objetivos, e vou comentando com vocês Já em casa, o pós-treino teve 2 ovos mexidos, 2 rodelinhas de salame artesanal e pimenta cayena ao meu gosto ❤️ — E por aí? O que tá rolando de bom? O que já rolou? — #treindodia #LCHF #lowcarb #minhavidafit #GO21K #GO21KSP

A photo posted by Ticiane Toledo (@ticianetoledo) on

E assim fomos indo. Recalculando a rota um dia por vez até que chegamos aqui, a 30 dias da prova-alvo.

Lidando com as emoções

Engraçado que vejo minhas amigas ansiosas e até com medo da prova, e eu não me sinto assim, mesmo tendo tido esses imprevistos no planejamento. Eu sei que tenho competência e a preparação física (cardio, força, musculatura) pra concluir os 21k, mesmo que não atingindo a performance esperada. A previsão, até começarem as dores, era que eu poderia concluir a prova em sub-2h e era isso que eu tinha colocado na cabeça.

Mas ontem mesmo eu conversei com a minha coach, a Thais Ricci, sobre flexibilidade nos nossos métodos e abordagens pra chegar aos nossos objetivos. E eu tenho plena consciência de que sempre fui uma pessoa “8 ou 80”. Sou tão determinada e quero tudo tão perfeito que esse desejo chega a me sabotar (seja por medo de não dar conta do recado ou por frustração quando as coisas não saem como o esperado).

Essa semana, quando eu tava cogitando a possibilidade de desistir da meia por causa da dor e com medo que pudesse se agravar depois da prova, meu treinador – o André, da GO – me sugeriu que eu fosse pro RJ mesmo assim, só pra viver aquele clima e assistir à prova. Minha resposta imediata pra ele foi: “Se eu não posso andar de montanha russa, por que eu vou ao Playcenter (R.I.P)?”

E ontem a coach Thais me mostrou que eu poderia encarar isso de outra forma: se não fosse pra correr os 21k, que eu iniciasse a prova do km 12 pra concluir lá na linha de chegada e curtir a metade da prova com os amigas e amigas de treino.

Por que tudo precisa ser tão extremo, afinal de contas? Por que eu preciso me cobrar tanto assim? Só pra me estressar mais e me colocar pra baixo, como se eu fosse um epic fail por não ter conseguido cumprir o nosso planejado por causa de algo que simplesmente aconteceu e que eu não tive o menor controle (nem culpa) sobre isso. Não é justo, né?

Agora eu já consegui abrir a minha cabeça pra enxergar outras possibilidades que, por mais que não sejam as condições perfeitas e esperadas, eu ainda posso curti-las e me beneficiar delas ♥

O que vai acontecer até o dia 26 de julho?

Não sei, ninguém sabe. A dor pode simplesmente desaparecer com os remédios e o tratamento convencional (alongamentos etc) e eu posso conseguir concluir a prova. Ou a dor pode não cessar e eu não me sentir segura pra correr o percurso completo.

De qualquer forma, de uma coisa eu sei: vou continuar fazendo a minha parte e me cuidando, sempre atenta aos sinais que o meu corpo me manda e agora muito mais aberta a novas possibilidades e perspectivas sobre meus meios e métodos pra chegar aos meus objetivos. Seja correr uma meia maratona ou continuar emagrecendo.

Quem disse que o caminho até a primeira meia maratona não ia ser emocionante, hein? hahahaha

De qualquer forma, vocês vão estar por dentro dos próximos episódios dessa novela, até mesmo porque as mensagens de apoio e incentivo de vocês me ajudam MUITO todo dia, podem ter certeza disso. MUITO OBRIGADA, guys! ♥

Adivinha quem acordou de bem com a vida e já foi treinar, sem dores e com muito amor FALTANDO 30 DIAS PRA MINHA PRIMEIRA MEIA MARATONA? Hoje, mais core e estabilidade. Nas palavras do treinador André: “O trabalho de fortalecimento deve ser pra facilitar a corrida. Fortalecimento geral, mas principalmente CORE. Nada de impacto extra, além da corrida”. Então vamos ficar assim – e isso não significa que ele esteja facilitando a minha vida De acordo com ele (e na minha transcrição leiga das palavras dele), um core forte e ativado vai estabilizar meu corpo e “segurar a pressão” durante a corrida, evitando sobrecarga/tensão desnecessária nas extremidades do corpo, especialmente membros inferiores. Paralelo a isso, vale mencionar que tenho feito um trabalho com a @dra_brunaromanelli pra corrigir os “tilts” do meu corpo (tipo desabamento do quadril direito, que deu ruim como vocês têm acompanhado), fortalecimento e ativação dos estabilizadores do corpo (assoalho pélvico, transverso abdominal, multífidos, oblíquos, diafragma, escápulas) e organização dos meus gestos esportivos. Nesse processo, o Power Pilates com as meninas do @gyrotonicsjcampos também contribui e MUITO! Como eu já fiquei na geladeira um bom tempo por causa da minha lesão no joelho (no blog tem um post sobre a saga do meu LCA e que tá bombando, aliás ) e quero ter uma vida longa na corrida e nos esportes, mesmo sendo apenas atleta amadora, eu me cuido MESMO. Quanto mais cedo a gente aprende a conhecer nosso corpo (e seus sinais) e cuidamos dele, mais leve e livre a gente vive. Minha opinião ❤️ E por aí? Começaram essa sexta-feira linda super bem também? BOM DIA ☀️ #minhavidafit #GO21K #GO21KSP #treinododia #amomaisquebacon @gopersonal @maratonadorio

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 #GO21K minha primeira meia maratona rio de janeiro

Sobre a #GO21K

A ideia da #GO21K é relatar as minhas experiências e também trazer posts informativos sobre temas relacionados ao treinamento de uma meia maratona. Então, se vocês tiverem alguma sugestão de pauta, é só deixar aqui nos comentários ou me mandar um email (contato@vidafit.com.br) que eu vou ter o maior prazer em escrever sobre o que vocês querem ler =)

Enquanto isso, acompanhem o meu treinamento pela hashtag #GO21kSP no Instagram e os treinos da Dani Germano pela hashtag #GO21kRJ. Quem sabe vocês não se animam também, né?

Lembrando que os leitores do blog têm direito a 15 dias de treinamento FREE com a GO, tanto presencialmente aqui em SJCampos quanto a distância. Então aproveite o embalo e vem com a gente!

* Para treinamento presencial (apenas São José dos Campos), acesse: http://bit.ly/free-sjc

* Para treinamento a distância (online), acesse: http://bit.ly/free-on

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