Resumo do meu dia da mulher: WRun, corrida, endorfina, amizade e vitória
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[eu fui!] WRUN 2015: um ano depois da minha primeira prova ever

Ontem (domingo, 8) aconteceu em São Paulo mais uma edição da WRun, uma das provas de corrida femininas mais tradicionais do circuito nacional.

Já contei pra vocês que ela foi a prova onde fui oficialmente picada pelo “bichinho da corrida”, né? Tem até post aqui relatando a experiência. Então decidi que esse ano iria retornar ao Jockey Club pra comemorar meu RUNniversary (em fevereiro fez 1 ano que comecei a correr com a GO, e agora completei 1 ano desde a minha primeira prova, a WRun em 2014) – e o mais legal é que esse ano eu ainda inaugurei a minha parceria com o pessoal da Iguana Sports (aguardem que vai vir muita coisa legal ainda esse ano, viu?)

A prova em si

Por experiência própria, acho a WRun uma excelente iniciação da mulherada no universo das provas de corrida de rua.

Acredite: correr no parque etc é uma coisa; correr uma prova é totalmente diferente! Pra mim, a minha primeira WRun foi definitivamente onde eu pensei “ok, entendi, é isso que eu quero pra mim”. E desde então, de um ano pra cá, minha vida mudou completamente graças à corrida de rua ♥

O percurso é bom, sem grandes dificuldades (o trecho do túnel às vezes pega a galera que tá com o condicionamento ainda por melhorar, que nem eu no ano passado, tanto na WRun quanto na Vênus), e com distâncias (4k e 8k) que dá pra você se desafiar conforme seus objetivos, seja completar a prova correndo direto ou baixar tempo.

Se você quiser baixar tempo, sugiro que chegue bem antes pra conseguir se posicionar bem lá na frente do batalhão, que é onde as meninas mais aceleradas ficam (mas fique atrás das atletas de elite pra não ser atropelada nem atrapalhá-las, ok?). Assim você evita perder minutos até conseguir passar pela linha do “start” (é muita gente, então demora pra passar pelo pórtico) e não é interrompida pelo resto das participantes mortais que ou não são tão rápidas ou que optam por caminhar.

Aliás, por ter muita gente e de todos os níveis de aptidão física e objetivos, isso dificulta um pouco a locomoção, principalmente no início até os primeiros 4k. É MUITA MULHER JUNTA e a gente precisa ficar costurando entre uma e outra pra conseguir passar lá pra frente e realmente conseguir correr.

Observação: muito desse trânsito pesado se dá pela inexperiência da mulherada que ainda não sabe se portar numa prova de corrida ou porque, infelizmente, existem as ~sem noção~ que esqueceram a educação e o bom senso em casa (estas ou te atropelam ou dificultam a sua passagem sem a menor vergonha na cara). Mas isso é assunto pra um outro post futuro, sobre “etiqueta da corrida de rua”

Eu gosto da organização da prova, particularmente. Tem bastante pontos de hidratação e uma galera animada botando a gente pra cima ao longo do percurso, sanitários a rodo (banheiro químico nunca é agradável, mas salva a pele), aulas abertas e gratuitas pra mulherada continuar mexendo o corpo e se divertindo, massagem à vonts pra galera e um monte de coisa a mais – afinal de contas, a gente merece!

O kit fofolete

Eu peguei o kit luxo que vem:

– Bolsa estilo “saquinho”

– 1 camiseta manga curta (gostei muuuuito mais dessa camiseta do que a da edição passada)

– Amostrinhas que a gente ama: Gilette, protetor solar toque seco da Vichy, balm para pés, Barra de proteína e bananinha Flormel (que eu já tinha comido antes de tirar a foto, haha)

kit wrun 2015 corrida vida fit ticiane toledo

Já o kit super luxo vinha com adicional de uma camiseta manga longa (cor verde, linda!) e uma lancheirinha térmica estampada de zebrinha fofa demais! Até me arrependi de não ter pego o kit super luxo quando vi haha

Kit super luxo: as meninas piraram na lancheirinha!

Kit super luxo: as meninas piraram na lancheirinha!

Além dos mimos do kit, ainda dava pra fazer compras nos stands e lojinhas que foram montadas na área da prova: lá tinha Pink Cheeks, Porta Medalhas, Coolbelt, Mizuno, Vichy, e muito mais que eu não me lembro. Tudo o que a gente adora! (Dessa vez eu deixei a carteira na tenda da equipe e fui passear sem dinheiro pra evitar estragos no orçamento doméstico, hahaha)

A minha prova

Como eu venho relatando pra vocês no meu instagram (@ticianetoledo), recentemente eu sofri uma lesão nos ísquios (isquiotibiais são os músculos da parte de trás da coxa) durante um treino. Um movimento em falso e pá! Estrago feito e umas 2 semanas de molho da corrida e dos treinos com impacto ou de membros inferiores. Mas ok, the show must go on!

Por esse motivo, na minha participação na WRun eu tive que mudar meu foco: se antes eu queria baixar tempo, agora eu precisava me focar em não me machucar mais.

Depois de muito trabalho psicológico do coach André comigo e de mim pra mim mesma, entendi que essa prova não é meu alvo, e sim a Meia do RJ (julho/2015), logo, não precisava me matar por ela. Eu precisava mesmo era terminar bem, sem piorar minha lesão, para que eu pudesse retomar os treinos o quanto antes e me preparar pros 21k. Então sosseguei a piriquita e segui a estratégia do coach:

Pela primeira vez peguei uma estratégia sem estratégia, haha. Meu único objetivo era me cuidar e me divertir!

Pela primeira vez peguei uma estratégia sem estratégia, haha. Meu único objetivo era me cuidar e me divertir!

Confesso que eu tava morrendo de medo de não conseguir fazer nem os 4k (meu percurso era de 8k), porque já amanheci com dores depois de dois dias sem sentir nada (já tava toda feliz, né?). A perna tava repuxando um pouco e eu não conseguia focar em outra coisa, apesar de mostrar pra todo mundo que eu tava super bem. O medo não era nem tanto não fazer a prova, mas sim me machucar mais e não saber quanto tempo eu precisaria ficar afastada pra essa lesão se curar. E o medo de atrasar meu planejamento pra Meia? E o medo de ficar paradona, sem meus treinos? Putz =(

Mas pra minha sorte (ou o que quer que vocês queiram chamar isso), consegui entregar os 8k! Em alguns momentos, senti a perna repuxar, mas bem de leve, nada limitante como vinha acontecendo nas últimas semanas a ponto de eu não conseguir correr nem 2k. Essa dorzinha foi apenas um lembrete de que não era pra eu abusar, mas que eu tava liberada pra completar a minha prova e pra voltar aos treinos aos poucos e com cautela. #choradeemoção

O percurso todo fui acompanhada pela minha amiga querida, a Prizoca. Ela também não tava no melhor dia dela, e fomos no trote paquera, nos ajudando o tempo todo. E a dinâmica funcionou super bem! Mais que isso: a companhia dela foi fundamental pra mim, tenham certeza disso. Me deu confiança e coragem de seguir em frente. E eu sei que também consegui ajuda-la bastante em retorno. Amizade no asfalto é isso ♥

O mais legal é que eu consegui me libertar um pouco do meu “instinto de touro” de querer sempre dar meu máximo possível, de bater tempo, de focar apenas em pace, tempo, estratégias e metas e não nas pessoas. E aí eu vi que dos dois jeitos eu consigo me divertir, cada qual na sua hora e no seu momento =)

Essa é a tela do Garmin Connect, um app super massa da Garmin que serve como um "diretório" que armazena todos os nossos dados de treinos e atividades. E vem tudo detalhadinho assim por voltas (km), tanto no app quanto no próprio relógio.

Essa é a tela do Garmin Connect, um app super massa da Garmin que serve como um “diretório” que armazena todos os nossos dados de treinos e atividades. E vem tudo detalhadinho assim por voltas (km), tanto no app quanto no próprio relógio.

Minhas escolhas: look da prova

Fila Kenya Ribbons Nandi: um dos presentes de aniversário que eu ganhei da Fila e que eu tô testando com carinho pra poder contar tudo com detalhes pra vocês num post-review <3

Fila Kenya Ribbons Nandi: um dos presentes de aniversário que eu ganhei da Fila e que eu tô testando com carinho pra poder contar tudo com detalhes pra vocês num post-review <3

– Tênis Fila Kenya Ribbons Nandi: Eu precisava de conforto, estabilidade e amortecimento por conta da lesão. Além disso, como a previsão era de chuva, o Ribbons foi a melhor opção porque ele não deixar entrar tanta água no pé em comparação ao Kenya Racer 2.0, que era o que eu realmente estava com vontade de usar e testar em dia de prova (esse é mais focado em performance e velocidade – que não eram meus objetivos nesse momento). Ele cumpriu super o que eu esperava dele e já tinha me surpreendido em um treino de 12k que eu havia feito há algumas semanas. Definitivamente, eu tô apaixonada pelo Ribbons pra fazer treinos longos ou regenerativos – e como essa prova pra mim acabou sendo um treino, ele casou super bem com a minha necessidade e objetivos! E com certeza vou usá-lo nos treinos pra Meia do RJ =)

Short-saia da Fila que eu amooooo!

Short-saia da Fila que eu amooooo!

– Short-saia Fila: Uma das peças que eu ganhei da Fila pra conhecer a linha deles de vestuário. Ele foi o escolhido por ser fofo (meu lado girlie), ter o cós mais alto (AMO! Segura tudo e não fica caindo, aquele pé no saco de cós baixo), tem o shortinho na altura certa, que comprime sem sufocar/machucar e não fica subindo. É um tecido levinho que só, e por isso não esquenta e dá fluidez ao movimento ao mesmo tempo. Ah! Como podem ver pelo bolsinho, esse short-saia é uma modelagem dedicada às meninas tenistas, mas a gente pode usar tranquilamente nos treinos de corrida ou na academia.

Top Nike Pro e viseira Nike: me gusta =)

Top Nike Pro e viseira Nike: me gusta =)

– Top Nike Pro: sustentação sensacional, mas a forma é menor, então os bacons extras ficam escapando pelas beiradas enquanto o peito fica todo confortável e seguro ¬¬

– Viseira Nike: é só uma viseira que eu gosto e é igual qualquer outra basicamente, então não tem o que comentar. hahaha

camiseta 1 | camiseta 2

camiseta 1 | camiseta 2

– Camiseta 1: corri com o uniforme da GO pra facilitar a localização pelos coaches e claro ajudar a colorir a corrida junto com as outras amarelinhas. Poderia usar uma camiseta do blog (tá nos planos, aguardem!), mas gosto de usar o uniforme em provas porque me sinto parte da galera. Sentimento de pertencimento e acolhimento. Sou dessas ♥

– Camiseta 2: na volta pra casa, troquei a camiseta da GO pela camiseta da prova – que, aliás, esse ano deu um upgrade sensa, tanto no design (estampa, cores) quanto no material e no caimento no corpo. Amei de montão e com certeza vou usar muito ainda.

O #GarminSelfie básico com meu desempenho na prova: total ritmo de treino longo, como o coach pediu =)

O #GarminSelfie básico com meu desempenho na prova: total ritmo de treino longo, como o coach pediu =)

– Garmin Forerunner 220: gadget inseparável e que não vou mais conseguir viver sem ♥ Esse a Garmin me enviou para testar e em breve vai sair review pra vocês contando o que eu achei dessa belezinha aí!

Fotos fotos e mais fotos

vida fit corre mulherada donas do asfalto go personal

Tudo junto e misturado: Vida Fit + GO + Corre Mulherada (www.corremulherada.com.br) + Donas do Asfalto + amigas lindas (Dani Romeu, nosso chaveirinho, e Lari, que também corre pela GO). Energia boa que a corrida trouxe pra minha vida!

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aquele selfie pós prova pra exibir a medalha.

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Eu e a Taty Baraldi, minha amiga de infância que eu consegui arrastar pro mundo da corrida e que tá se saindo super bem. Yeah!

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Dani Romeu, chaveirinho que é puro amor e animação! Com essa aí não tem tempo ruim. Adoro reencontrá-la nas provas! <3

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Rachel, outra linda que a corrida trouxe pra minha vida! Essa aí é ligada nos 220v <3

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Esse é o Ricky Bizarria (@runner_rickybizarria), um super querido do Instagram que eu tive o prazer de conhecer na prova. Sabe aquela pessoa que mesmo de longe de motiva e te inspira? ENTÃO, esse é o Ricky =)

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Essa linda aí é a Gabs (@corregabs | www.corregabs.com.br), uma queniana em forma de pessoinha que ARRASA no asfalto e que me inspira demais a evoluir sempre. Vale a pena dar uma olhadinha no blog dela, aliás! Muita coisa bacana e muita história de gente como a gente =)

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Prizoca e eu, nos metros finais da prova. Só alegria!

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Espreme que cabe! Aquele selfie com as amigas antes da largada. Haja animação com essas aí viu? :D

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Mari, eu e Prizoca concordamos que vale a pena sim madrugar pra ir correr com as amigas!

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Amanda Li e a emoção de concluir a sua primeira prova. A danada já encarou os 8k de uma vez e mandou SUPER bem. Encheu a gente de orgulho!

Resumo do meu dia da mulher: WRun, corrida, endorfina, amizade e vitória <3

Resumo do meu dia da mulher: WRun, corrida, endorfina, amizade e vitória <3

(tem muito mais fotos circulando por aí e aos poucos eu vou atualizando essa galeria aqui, pipou!)

E você? Correu a Wrun? Ou ficou só na vontade?

Esse ano ainda tem a etapa RJ e o cupom-desconto do blog ainda tá valendo, viu? Aproveite e solte as suas feras!

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