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Low-carb: tudo o que você queria saber, mas não tinha para quem perguntar

Quem nunca se prometeu que iria “cortar os carboidratos da dieta para emagrecer”?

Pois é. Ledo engano. A coisa não é tão simples assim… Se você “zera” os carbs aleatoriamente do seu dia a dia, sem inteligência, você pode até perder peso na balança (não necessariamente perder gordura, ok?), mas também irá perder a sua saúde e irá recuperar o peso perdido em pouco tempo – isso se não engordar mais ainda do que antes!

Sim, carboidratos são bons para nós, e com uma estratégia alimentar adequada e o acompanhamento de um nutricionista, você consegue sim reduzir os carboidratos da sua dieta e obter resultados com isso sem se prejudicar.

Por isso, hoje convidei a nutri Renata Merlino para falar sobre dieta low-carb.

Para quem não sabe, eu também estou testando a low-carb, e sendo acompanhada pela Renata (todos os relatos estão no meu instagram: @ticianetoledo – segue lá!). Ou seja: este post vai trazer o conhecimento técnico e prático dela (que também aderiu à low-carb) e a minha vivência como paciente.  

Low-carb: o que é?

“Trata-se de uma dieta com baixa quantidade de carboidrato e com carboidratos de baixo índice glicêmico – ou seja, que são absorvidos com mais lentidão, favorecendo a regularização do sistema gerador de energia do metabolismo. Nem muito carboidrato nem pouco. Ela se propõe a fornecer uma quantia menor de açúcares no sangue, o que favorece diminuição de apetite e maior queima de gordura pelo organismo”, explica a nutri.

O que pode e o que não pode?

Segundo a Renata, “tudo depende do nível de baixo carboidrato na dieta sugerida. Basicamente as frutas com maior índice glicêmico, vegetais de alto índice glicêmico, grãos e açúcar não são permitidos. São permitidos alimentos ricos em proteínas e gorduras que não contam com níveis altos de carboidratos associados”.

Quem pode fazer a low-carb?

“De novo depende da visão do profissional e do objetivo do paciente, bem como do estado de saúde do paciente. Ou seja, se ele tiver uma patologia que não permite o consumo de gorduras por exemplo, já fica dificíl adaptar essa dieta. Mas de qualquer maneira, eu indico esse tipo de dieta para qualquer pessoa, sempre adaptado a esses critérios de saúde que eu citei”, esclarece.

É válido lembrar que, assim como em qualquer conduta, existem pessoas que se adaptam e outras que não se adaptam à low-carb.

Em pacientes com síndromes metabólicas, a nutri concorda que a low-carb seria uma ótima conduta enquanto estratégia terapêutica. “Mas volto a dizer: precisa ser personalizado conforme cada caso”, pontua Renata.

O que esperar da low-carb?

A nutri elenca alguns dos benefícios mais comuns dessa conduta:

  • Menos apetite,
  • Redução de medidas,
  • Redução de gordura visceral e corporal,
  • Mais disposição,
  • Menos incidência de acne e alterações de humor,
  • Melhora geral em várias patologias em especial as relacionadas a transtornos emocionais/psicológicos/psiquiátricos (depressão, epilepsia, TDAH, TPM etc)

Sobre efeitos antioxidante, a especialista complementa: “só o fato de excluir os açúcares e aumentar as gorduras antiinflamatórias, eu já a considero uma boa dieta antienvelhecimento”.

Adaptação

As pessoas associam as dietas low-carb a “efeitos colaterais” como a fadiga muscular, mau humor e falta de energia. Mas, de acordo com a nutricionista, “cada um reage de uma maneira diferente”. 

OBS: Eu, Ticiane, não senti nada além de fome. Veja o vídeo abaixo e entenda 😉

Estratégia de curto, médio ou longo prazo?

“Mais uma vez, tudo depende do nível de baixo carboidrato na dieta”, orienta Renata.

Por isso, mais uma vez frisamos a importância de adotar esta conduta sob orientação de um profissional de nutrição ético, competente e apto a acompanhar o seu caso. Este profissional é que vai determinar o nível da sua low-carb conforme seus objetivos, necessidades nutricionais e até mesmo fisiológicas e hormonais.

Falsa impressão ou resultados reais?

É bastante discutido que as dietas low-carb dão uma falsa impressão de perda rápida, mas que na verdade é só a retenção (líquido) indo embora, e na hora que o paciente retomar a ingestão de carboidratos, esse peso eliminado será recuperado.

“Não vi isso acontecer na prática ainda. Já testei a dieta do Dr. Atkins, que é bem restrita de carboidratos por 15 dias e tive uma resposta de queima de gordura muito bem vista. Mas observei que pode acontecer um efeito rebote no desejo de comer doces compulsivamente se você reintroduzir os carboidratos de uma vez na dieta. Por isso, a Atkins propõe que sejam reintroduzidos aos poucos”, opina Renata.

Então, contar carboidratos é melhor do que contar calorias?

A nutri explica que “o nosso organismo necessita de gordura para muitos processos metabólicos, só que ela é mais de duas vezes mais calórica que o caboidrato”.

E mais: “Com a industrialização dos alimentos, veio o mito de que precisávamos deixar nossa dieta com baixa caloria pra emagrecer, mas isso só fez com que nossa dieta ficasse rica em carboidratos – e com isso, surgiram também as doenças ‘modernas’. Vejo muita desrregulação hormonal nos pacientes causada muitas vezes por carência de gorduras boas na alimentação, já que elas ativam a cascata de hormônios reguladores do nosso bioritmo e também atuam como combustível para o cérebro. Será por isso que temos tantos problemas com origem nos  neurotransmissores?”, provoca.

donut-brain

É mais uma dessas dietas caras?

E para quem vive dizendo que “comer direito custa caro”, a especialista argumenta: “A low-carb é uma dieta de baixo custo. Talvez hajam desafios para os vegetarianos na hora de encontros sociais porque nem sempre há opções proteicas com qualidade de baixo carboidrato sem ser a carne por exemplo”.

Depoimento: meus primeiros dias com a low-carb

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Espero que este post tenha ajudado vocês a tirarem suas dúvidas 🙂 E agora, vocês já sabem: se quiserem testar a low-carb, estejam acompanhados de um(a) nutricionista de confiança e competente, ok?

 

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