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Dieta detox: tudo o que você precisa saber

Depois de jacar no fim de semana, aposto que tem um monte de gente procurando no Google dicas e receitas para dar aquela desintoxicada, né? 😉

Então chamei a nutri Mônica Johansen Stockler para falar então sobre a tão necessitada – mas nem sempre tão amada – dieta detox. Porque, afinal, comer é um prazer e até mesmo um ato social. Mas o que muita gente não sabe é o quanto alguns alimentos vêm carregados de substâncias tóxicas que podem prejudicar o funcionamento regular do nosso organismo e até favorecer o desenvolvimento de doenças.

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Ok, mas o que são os alimentos tóxicos?

“Um alimento tóxico é todo alimento que, de alguma forma, irá agredir seu organismo e, consequentemente, desenvolver patologias e promover envelhecimento por degradação de órgãos/sistemas e células, como os artificiais/industrializados que contem aditivos químicos, os que são geneticamente modificados, que possuem gorduras trans e alimentos naturais com agrotóxicos, poluentes na água, ar e terra”, explica a nutri.

Agora pense no carrinho do seu supermercado e a ida aos restaurantes e bares da vida: você tem consumido muitos alimentos com as características acima?

Se sim, a melhor estratégia para reverter este quadro é a conduta de desintoxicação, acompanhada da reeducação nutricional (porque não adianta fazer detox e voltar a comer tudo errado depois, né?). A ideia dessa conduta é fazer uma “faxina” no corpo, principalmente em órgãos mais afetados pela alimentação desequilibrada (como é o caso do fígado, rins e intestino), estimulando a eliminação destas substâncias tóxicas (xenobióticos). 

Detox e alimentos funcionais

Nesse processo (e até mesmo no processo de reeducação alimentar), prevalecem os alimentos funcionais, que são aqueles que proporcionam os nutrientes necessários ao nosso corpo, saciam a fome, influenciam positivamente em uma ou mais funções no organismo, melhorando a saúde e o bem-estar e ainda ajudando na prevenção de doenças.

De acordo com a Mônica, “estes alimentos, além de atuar em funções nutricionais básicas, proporcionam também muitos efeitos benéficos à saúde pela presença de fito-químicos capazes de prevenir ou reduzir males, desde constipação intestinal até alguns tipos de câncer. E ainda são considerados seguros para o consumo sem supervisão médica“.

A Mônica compartilhou com a gente uma lista dos alimentos funcionais que já apresentam comprovação científica:

  • Tomate;
  • Peixes e óleos de peixe;
  • Linhaça;
  • Vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor, couve de bruxelas);
  • Alho;
  • Frutas cítricas;
  • Chá verde/chá branco;
  • Uvas escuras/vinho tinto;
  • Cereais integrais, principalmente a aveia;
  • Chocolate amargo (70% de cacau);
  • Óleo de coco;
  • Pré e probióticos;
  • Curcuma;
  • Azeite extra-virgem.

O que evitar?

  • Café;
  • Lactose (em vez de leite de vaca, use o soja; o mesmo vale para os queijos);
  • Glúten (pão, massas, etc);
  • Frituras;
  • Refrigerante;
  • Carne bovina;
  • Doces;
  • Produtos de padaria (pão, bolos, tortas, empadas, salgados)
  • Produtos industrializados (salgadinho, por exemplo);
  • Açúcar refinado (usar mel ou adoçante sucralose/ frutose, stévia);
  • Álcool;
  • Morango*;
  • Ervilhas*;
  • Tomate*;
  • Uva*;
  • Pimentão*

“No trabalho de desintoxicação, além de dar prioridade ao consumo de alimentos funcionais, alguns alimentos ricos em toxinas (como alimentos ricos em agrotóxicos, industrializados, lactose, glúten, carne vermelha, entre outros) devem ser evitados com o intuito de permitir a limpeza das células, inibir a formação de novos radicais livres, potencializar a circulação e garantir que estes compostos maléficos sejam eliminados – principalmente pela urina -, favorecendo a eliminação de líquidos retidos (inchaço) e um melhor funcionamento do metabolismo (que se torna mais acelerado também auxiliando na perda de gordura corporal). Portanto, quanto mais verduras, legumes, grãos, sementes, temperos naturais, suco verde e frutas, ricos em antioxidantes, melhor o efeito da desintoxicação“, completa Mônica.

*Observação: Alguns alimentos, mesmo que naturais/funcionais (como tomate, pimentão, uva, morango, ervilhas), não podem ser consumidos na dieta detox por conterem, em geral, uma concentração maior de agrotóxicos do que os demais alimentos. Eles são bons para a saúde sim, mas como a ideia aqui é limpar e reorganizar a casa, eles devem ficar fora da lista de compras durante o período da desintoxicação por causa desse motivo apenas, ok? Mas se forem orgânicos, o consumo está liberado.

Quando fazer?

Segundo a nutri, a conduta da dieta desintoxicante deve ser realizada em períodos específicos e pode até mesmo ser adotada como a alimentação habitual por livre opção se você se identificar com a proposta e ver que se sente muito melhor se alimentando assim. O mais importante é que ela faça parte de um processo de reeducação alimentar, por razões óbvias.

Sintomas da intoxicação

Os mais comuns são:

  • Sonolência fora de horário;
  • Sensação das articulações mais duras;
  • Falta de apetite no período da manhã;
  • Apetite em excesso ao final do dia,
  • Pálpebras e dedos inchados ao acordar;
  • Alergias incomuns;
  • Falhas de memória;
  • Cansaço;
  • Falta de libido.

Se você estiver com um ou mais sintomas como estes listados acima, procure um(a) nutricionista de confiança e converse sobre o assunto. Com certeza nossos amados profissionais de Nutrição poderão ajudar você a se sentir bem novamente 🙂

 

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