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Você tem cuidado da sua digestão?

Hoje, dia 29 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Saúde Digestiva. E esse é um assunto que a gente não poderia deixar passar em branco: segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 20% da população mundial sofre de pelo menos algum problema digestivo – e o mais alarmante é que 90% destas pessoas não procura ajuda médica e recorre à automedicação.

O assunto é sério! E já que a informação é uma excelente forma de prevenção, fui bater um papo com a nutricionista Renata Merlino para esclarecer algumas dúvidas nossas e acredito que da maioria de vocês que nos acompanham por aqui. Ela inclusive me contou que aumentou muito o número de pacientes com pelo menos um sintoma de problema de caráter digestivo. É bom a gente abrir os olhos, moçada!

Doenças mais comuns 

Segundo a nutri, as doenças mais comuns hoje em dia são:

  • Colecistite (inflamação da vesícula biliar)
  • Esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado)
  • SII – Síndrome do Intestino Irritável (envolve dor abdominal e cãibras, além de alterações nos movimentos intestinais; é diferente da Doença Inflamatória Intestinal – DII, que inclui doença de Crohn e colite ulcerativa)
  • Gastrite (inflamação aguda ou crônica da mucosa que reveste as paredes internas do estômago; pode ser temporária ou crônica)
  • Refluxo (o conteúdo do estômago – sólido ou líquido – vaza para o esôfago, irritando essa região do corpo e causando azia entre outros sintomas)
  • Dispepsia – ou indigestão (aquele desconforto na parte superior da barriga/abdômen durante ou logo após as refeições, podendo causar naúsea ou sensação de “barriga inchada”; não é a mesma coisa que azia, ok?)
  • Hérnia de hiato (uma parte do estômago se projeta para dentro do tórax por meio de uma abertura no diafragma, que é utilizado na respiração, e pode causar refluxo)
  • Intolerância à lactose (incapacidade de digerir lactose – um tipo de açúcar encontrado no leite e derivados)

“Essas doenças estão geralmente relacionadas ao alto consumo de pães, laticínios, açúcar, carnes e bebida alcóolica somado à falta de consumo de alimentos naturais ricos em enzimas digestivas e antioxidantes“, explica Renata.

Principais sintomas

De acordo com a renata, “os sintomas geralmente são bem fáceis de notar, mas alguns são difíceis de diagnosticar”.

“Costuma iniciar com dores no abdômem, queimação, flatulências, meteorismo intestinal (acúmulo excessivo de gases no intestino, que provoca espasmos intestinais e distensão abdominal), diarréias ou constipação, sensação de empachamento (barriga estufada), digestão lenta, boca seca ou gosto amargo, e por aí vai”, completa.

O ideal é procurar ajuda de um profissional assim que os sintomas atingirem uma frequência diária. E isso vale para aquela prisão de ventre que, geralmente, as pessoas acham que “é normal” e mandam ver naquele iogurte que aparece na TV, viu?

“Quando a pessoa demora demais para procurar ajuda, pode acontecer de o quadro se agravar tanto que ela se desnutre porque não consegue mais se alimentar”, conta Renata.

A nutri ainda observa que, em geral, as mulheres tendem a apresentar mais problemas de vesícula e os homens, de gordura no fígado. “Mas está quase equiparado já”, comenta.

Consequências

E com isso, a qualidade de vida vai por água a baixo. 

“Estas condições mexem diretamente no emocional e hormonal. Então chega um ponto onde o paciente mesmo não tendo uma doença já estabelecida, ele passa a evitar comer fora ou restringe demais a alimentação e perde nutrientes essenciais à formação da serotonina, por exemplo. Com isso, é comum é tornarem-se pessoas com um grau de insatisfação emocional muito grande, o que acaba piorando o problema. É um ciclo”, analisa Renata.

Como evitar ou reverter o quadro

A principal e definitiva recomendação da nutri para melhorar a saúde digestiva é reduzir ou evitar alimentos industrializados e bebidas alcóolicas e aumentar consumo de frutas e vegetais na dieta. “Os mais indicados são o gengibre, limão, hortelã e o abacaxí. Isso sem contar a própria água“, orienta Renata.

#dicafit: ao sentir algum dos sintomas, procure um profissional de confiança e ético para investigar o quadro e obter o diagnóstico, além de fazer o tratamento correto para o seu caso, ok? O mais eficaz ainda é trabalhar com a prevenção sob orientação de um nutricionista, nutrólogo ou gastroenterologista.

Cuidem-se, pessoal! 😉

 

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