no sugar
1 Gostou

Cortar açúcar é mais benéfico do que cortar calorias

Sempre bati em algumas teclas aqui no blog pra vocês. Uma delas é o desapego da “noia das calorias”. Alimentação não se resume a calorias, e na Paleo / LCHF a gente fala e vivencia muito esse ensinamento na prática.

Por que?

Porque devemos nos preocupar mais com o valor biológico do alimento do que com as calorias dele.

Afinal de contas, calorias por calorias, 1 maçã e 1 brigadeiro têm basicamente o mesmo “peso” na balança calórica, mas nutricionalmente são totalmente diferentes – e a maçã será SEMPRE mais benéfica que o brigadeiro, que é “caloria vazia”, sem nutriente algum. Sim, o brigadeiro é uma porcaria super gostosa, eu sei, e eu também adoro, mas né.

Hoje eu parto do seguinte princípio: entre me preocupar com as calorias de um alimento ou a sua quantidade/presença de açúcar, eu reservo minha atenção apenas ao segundo item. Pelo simples motivo de o açúcar não agregar nada de bom na nossa saúde – pelo contrário, só cria problemas pra gente e pro nosso corpo. Já falei NESTE POST sobre o poder viciante dele: relembre!

E não, não digo isso porque sou extremista, apocalíptica, paranóica ou qualquer outro mimimi. É porque é a real. Simples assim. E essa minha afirmação tem o respaldo da Ciência, que cada vez mais vem colocando o açúcar na lista negra dos “alimentos”:

“As calorias do açúcar são as piores porque se transformam em gordura no fígado e provocam resistência à insulina e aumentam o risco de diabetes, doenças cardiovasculares e doenças do fígado.”  – Robert H. Lustig (pediatra e endocrinologista que combate o açúcar já há muitos anos)

Lustig, aliás, é o principal autor de um estudo publicado pela revista Obesity nesta semana que mostra que cortar o açúcar é muito mais benéfico à saúde do que cortar calorias uma vez que o açúcar e que, apenas 9 dias depois de parar de consumi-lo, já temos reduções significativas da pressão arterial e do colesterol.

Esse estudo foi produzido a partir de uma investigação com 43 crianças obesas com idade entre os 9 e os 18 anos no Hospital Pediátrico Benioff da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos EUA. Além da obesidade, para participar do estudo, as crianças deveriam apresentar algum outro fator de risco, como hipertensão, por exemplo.

Durante nove dias, as crianças seguiram um plano alimentar com vários snacks e bebidas, mas com um consumo de açúcar reduzido. Os níveis de açúcar foram reduzidos de 28% para 10% e os de frutose de 12% para 4% do total de calorias ingeridas.

Nesse espaço de tempo, as crianças comeram a mesma quantidade de gorduras, proteínas e carboidratos que comiam antes, mas o açúcar foi substituído por alimentos ricos em amido como cereais e massas. A dieta incluía também alimentos considerados menos saudáveis como cachorros quentes, batatas fritas e pizzas. O estudo pretendia isolar o efeito do açúcar, sem considerar as calorias, ou seja, o valor energético dos alimentos.

A redução de consumo de açúcar, mesmo durante um curto período de tempo, teve um impacto significativo na melhoria da saúde das crianças: a tensão arterial baixou, os níveis de gorduras no sangue baixaram 33% e LDL (colesterol “ruim”) caiu 10%. “Todos os parâmetros metabólicos melhoraram apenas com a substituição do açúcar por amido nos alimentos processados e tudo sem alterar a quantidade de calorias, o peso ou exercício”, comentou Lustig.

Importante frisar que o objetivo da dieta não era a perda de peso e sim avaliar o impacto da redução de açúcar na síndrome metabólica (termo médico que se refere a um conjunto de fatores de risco que estão intimamente correlacionados ao desenvolvimento de doenças cardíacas, vasculares e diabetes tipo II).

“Este estudo demonstra que nem todas as calorias são iguais. A origem das calorias determina o sítio onde se acumulam no organismo.” – Robert H. Lustig

Conclusão do estudo: em termos metabólicos, é mais importante reduzir o consumo de açúcar que o consumo de calorias.

sem açúcar no sugar

Eu, particularmente, luto todos os dias contra o açúcar e me considero uma “açucólatra em recuperação” – acho que pra sempre vou me sentir assim. E vocês? Como é a relação de vocês com o açúcar? Conta pra mim =) 

2 Comments

O que você achou?