como evitar cuidar conjuntivite no tempo seco
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4 maneiras de evitar a conjuntivite durante o tempo mais seco

O tempo anda bastante seco aqui no estado de SP (e em muitas regiões do Brasil, acredito eu) e a previsão da meteorologia não é nada animadora quando o assunto é chuva. Não à toa estamos enfrentando uma crise de água ferrada (você tem feito a sua parte pra economizar água, aliás?). Com esse clima nada favorável à nossa saúde aliado à poluição e ao aumento do uso de ar-condicionado pra fugir do calor, a gente tem que se cuidar pra não ser pego pela tal da conjuntivite.

A conjuntivite é uma inflamação da estrutura chamada conjuntiva: membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (branco do olho) e a porção interna das pálpebras.

Eu tive conjuntivite uma vez na vida e já me bastou. Se você já teve também, sabe como dói. E dói, dói, dói. Dói ficar de olhos abertos, dói ficar de olhos fechados, dói ficar na claridade, dói ficar no escuro. Fora que a gente não para de lacrimejar e isso também é um porre. Eu não desejo ter de novo e aposto que você também não. E se você nunca contraiu a danada, agradeça aos céus e cuide-se pra continuar livre dela. Para isso, o ideal é que a gente adote algumas medidas de cautela porque prevenir é mais barato e menos doloroso do que remediar, certo?

Veja as dicas do Dr. Pedro Antonio Nogueira Filho, oftalmologista do Hospital de Olhos Paulista:

1. Lave as mãos e rosto com frequência

As bactérias e vírus estão em todo lugar, e a gente toca em todo lugar também. E com as nossas mãozinhas infectadas, nós tocamos nossa boca, olhos, nariz… Então é melhor adquirir o hábito de higienizar com frequência as mãos e o rosto. Não precisa virar um TOC, tá, gente? rs

2. Evite coçar os olhos

É, eu sei. A gente nunca pensa nisso quando a coceira surge. Mas as mãozinhas infectadas vão carregar visitantes não muito agradáveis aos seus olho se não estiverem higienizadas. Então tente se lembrar disso antes de coçar os olhos.

3. Seque o rosto com toalha de papel

Por motivos de: papel é descartável e elimina as chances de contaminação em ambientes públicos (tipo seu local de trabalho) ou se você mora numa casa com mais pessoas. Segundo o médico, se você só usar toalha de tecido, o ideal é trocar a peça todos os dias e lavar as usadas.

4. Não compartilhe maquiagem (rímel, lápis e delineadores)

“Miga, me empresa seu rímel?”

Pense duas vezes antes de pedir ou de emprestar, ok? A maquiagem também é um transporte de mão cheia para as bactérias e vírus. Melhor carregar o seu sempre na bolsa e dizer não (com delicadeza pra não perder a amizade ou levar tamancada na cara) quando pedirem o seu emprestado.

Tipos de conjuntivite

De acordo com o médico, existem alguns tipos de conjuntivite: infecciosas, alérgicas, químicas, dentre outras. O que as diferencia são os sintomas de cada uma.

Viral: sensação de areia ou corpo estranho nos olhos. Dependendo da gravidade pode deixar sequelas na córnea e atrapalhar a visão. É o caso mais agressivo e de fácil propagação.
Bacteriana: inchaço, secreção intensa e vermelhidão.
Alérgica: coceira intensa e muito inchaço.
Primaveril (um tipo de conjuntivite alérgica): causada pelo pólen espalhado no ar, entre os meses de setembro a dezembro. No Brasil é comum encontrar casos nos estados do sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Será que peguei?

Fique de olho nos sintomas, e se você apresentar um ou mais de um deles, procure um oftalmologista o quanto antes:

  • Olhos vermelhos e lacrimejantes
  • Visão borrada/embaçada
  • Coceira
  • Pálpebras grudadas ao acordar e inchadas
  • Sensação de areia ou cisco nos olhos
  • Fotofobia (sensibilidade ou aversão a qualquer tipo de luz)
  • Secreção nos olhos
  • Espirros, coriza, desconforto nasal, coceira no céu da boca, mal-estar, parecido com estado gripal (se for o tipo de conjuntivite primaveril)

Como tratar?

Independente do tipo da conjuntivite, existem 3 cuidados básicos que podem ajudar a conter a evolução da doença:

  1. Lavar os olhos com água corrente tratada;
  2. Fazer compressas com água gelada;
  3. Melhorar a higiene (dos olhos, do rosto e das mãos)

O mais importante de tudo é você não se medicar sem antes consultar um oftalmo, ok?

Corrida x conjuntivite

E nesse clima árido-quase-desértico, a poluição é uma das maiores inimigas de quem treina ao ar livre. Pense em você correndo na avenida da sua cidade em meio a um monte de carros e seus poluentes. Sem falar nas indústrias, né? Isso é um veneno pra gente! Não só pelo fato que a gente respira esse ar poluído, mas também porque nossos olhos sofrem demais com essas condições.

O Dr. Pedro Antônio explica: “A concentração de poluente no ar acelera a evaporação da lágrima que tem a função de proteger a superfície ocular”. E quando essa superfície ocular fica desprotegida, as bactérias e vírus se aproveitam e se instalam, provocando não só a conjuntivite mas também qualquer outro tipo de inflamação nos olhos (e nesse item, quem usa lentes de contato precisa redobrar os cuidados! Eu já tive inúmeros problemas de inflamação por conta disso, até que se tornou uma intolerância e eu tive que optar pela correção da miopia pra evitar os machucados recorrentes).

Segundo estudo realizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), a média de poluição do ar por metro cúbico é igual a 40 microgramas nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, o que corresponde ao dobro do recomendado. Ou seja: tá difícil e a gente precisa se cuidar como um todo, e não apenas focar no abs tanquinho. Okey? 😉

+ Aproveite e veja também algumas dicas pra continuar treinando nesse tempo seco, sem causar prejuízos à sua saúde.

Cuidem desses olhinhos aí, meu povo! ❤

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