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Hipo e hipertensão: como cuidar da pressão arterial

Como está a sua pressão? Alta, baixa ou normal?

E pensar que tem gente que nunca mediu a pressão na vida…

Não que você precise ficar medindo o tempo todo, calma lá! Mas precisamos conhecer nosso corpo para garantir que a saúde esteja em dia. É só com esse auto-conhecimento que você pode detectar algum sintoma anormal e evitar grandes problemas, como é o caso da pressão arterial e alguns cuidados que muitos de nós negligenciamos no dia a dia.

Convidamos o Dr. Pedro Duccini, cardiologista do Hospital viValle, para bater um papo a respeito da pressão arterial e suas variáveis, e sanar de vez todas as nossas dúvidas sobre o assunto.

O que é a pressão arterial?

“É a pressão exercida pelo sangue dentro das artérias de todo o corpo, desde o momento que sai do coração até alcançar os órgãos e tecidos”, explica do Dr. Duccini. 

Segundo o cardiologista, a pressão arterial saudável é aquela cujo valor é inferior a 140mmHg x 90mmHg (ou, como falamos aqui fora, “14 por 9”). “Já os valores iguais ou superiores a isso, são considerados hipertensão arterial e são comprovadamente maléficos para o organismo”, complementa.

Hipertensão

A hipertensão tem influências genéticas e ambientais, segundo o médico.

Se você tem familiares hipertensos, maiores as chances de você desenvolver a doença. Mas, mesmo que você não tenha esse histórico, existem fatores ambientais que podem colaborar para o aparecimento da hipertensão: obesidade, sedentarismo, tabagismo e ingestão aumentada de sal, por exemplo.

Riscos à saúde

“A hipertensão arterial é uma doença traiçoeira, pois não dá sintomas em sua fase inicial. O paciente pode conviver anos e anos com níveis pressóricos elevados sem sentir qualquer sintoma. Silenciosamente, a doença prejudica órgãos nobres como o coração, cérebro, rins, entre outros, podendo predispor ao infarto do miocárdio (ataque cardíaco), insuficiência cardíaca (coração inchado), acidente vascular cerebral (derrame), perda da função dos rins e perda da visão”, comenta o cardiologista.

Tratamento

E daí você se pergunta: “uma vez que registro uma alta na pressão arterial, me tornarei hipertenso ou é possível reverter?”

A resposta do Dr. Duccini é bem clara: “mais de 90% dos casos de hipertensão são ditas ‘primárias’, ou seja, não se conhece uma causa especifica responsável. Este tipo não tem cura, mas tem tratamento, que deve ser feito por toda a vida e através das medicações de uso contínuo. Os 5% a 10% restantes são ditos ‘secundárias’, ou seja, possuem causas bem definidas responsáveis pela elevação da pressão. Neste tipo, quando a causa é identificada e tratada, o paciente fica curado da hipertensão.”

Mas não é por isso que você deve vacilar na saúde e apenas tratar quando a situação estiver ruim, ok?

Prevenção e cuidados básicos

Para o Dr. Duccini, algumas medidas simples podem evitar o surgimento ou a piora dos quadros já constatados:

  • Visitar regularmente seu médico de confiança e faça a aferição da pressão arterial.
  • Adotar uma dieta dieta rica em frutas e vegetais e alimentos com baixa densidade calórica e baixo teor de gorduras saturadas e totais.
  • Reduzir a ingestão de sódio para não mais que 2 g (5 g de sal/dia) = no máximo 3 colheres de café rasas de sal = 3 g + 2 g de sal dos próprios alimentos.
  • Limitar o consumo de álcool a 30 g/dia (2 latas de cerveja ou 1 cálice de vinho) para os homens e 15 g/dia para mulheres.
  • Sair do sedentarismo e pratique regularmente atividade física aeróbica, como caminhadas, por pelo menos 30 minutos em 5 dias na semana.
  • Abandonar o cigarro.

Hipotensão

Ao contrário da hipertensão, não existe clara relação genética com a hipotensão, de acordo com o médico. “Em geral, mulheres jovens tendem a ter os níveis da pressão arterial mais baixos. A ingestão pobre de líquidos e uso de determinadas medicações podem estar relacionadas a quadros de hipotensão”, completa.

A hipotensão se dá quando o níveis pressóricos são/estão inferiores a 90mmHg x 60mmHg (ou “9 por 6”, como falamos popularmente).

Riscos à saúde

A hipotensão não traz sintomas – por isso, não há nada o que se fazer, uma vez que não trará consequências ruins à saúde, segundo a visão do cardiologista. “Apenas quando estão relacionados à presença de tonturas e desmaios, podem resultar em quedas e fraturas, principalmente nos idosos”, ressalta.

Tratamento

O Dr. Duccini orienta: “quando sentir algum dos sintomas clássicos (fraqueza, sonolência, dor de cabeça, tonturas ou desmaios) vale a pena procurar um médico e, em alguns casos específicos, aumentar a ingestão de sal para permitir que a pressão se eleve e estabilize novamente. A melhor forma de se identificar é através de visitas periódicas ao médico, durante a aferição da pressão arterial.”

Prevenção e cuidados básicos

Aqui vão algumas dicas do Dr. Duccini para evitar quedas de pressão:

  • Ingerir pelo menos de 2 a 3 litros de água por dia.
  • Evitar longos períodos na posição de pé.
  • Evitar locais quentes.
  • Redrobrar os cuidados em dias quentes.
  • Praticar atividade física regular.
  • Evitar mudança brusca da posição deitada para a posição de pé (como levantar muito rápido da cama ou do sofá, por exemplo).

Pressão arterial e atividades físicas

Para quem treina e é adepto das atividades físicas, o cardiologista adverte: “é sempre importante a visita ao médico cardiologista antes do inicio de uma atividade física regular. O médico deverá lançar mão de anamnese, um exame físico minucioso e, em alguns casos, de exames complementares que ajudarão no diagnóstico precoce de certas doenças cardíacas e na prescrição segura e correta da atividade física”.

Um destes exames que o Dr. Duccini mencionou é o teste ergométrico, que permite avaliar os níveis pressóricos em cada momento do esforço e, assim, limitar o grau de esforço se houver elevação excessiva da pressão. 

“E durante os treinos, a melhor maneira de evitar a oscilação pressórica durante o treino é através de hidratação adequada, alimentação pré-treino balanceada e da interrupção da atividade física de maneira gradual“, aconselha o médico.

 

Bom, agora que vocês já aprenderam um pouco mais sobre a pressão arterial e a importância de ficar de olho nela, cuidem-se hein? Espero que a matéria tenha sido tão útil pra vocês quanto foi pra mim 😉

Beijos e salute!

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