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Entenda de uma vez o que são os antioxidantes e como agem no nosso corpo

Agora tudo o que a gente lê ou ouve falar tem antioxidante pra cá, antioxidante pra lá. Mas você sabe o que isso REALMENTE significa na sua saúde?

Conversei com a nutri Mônica Johansen Stockler sobre o assunto, e ela me explicou tim-tim por tim-tim tudo sobre essa questão. E, é claro, cá estou pra compartilhar os ensinamentos e dicas – afinal, conhecimento nunca é demais, certo? 😉

Então vamos começar pelo começo…

Radicais Livres

Vamos supor que seu corpo seja um carro. E conforme você vai rodando e a quilometragem vai aumentando, você precisa tomar alguns cuidados básicos com manutenção do veículo: trocar o óleo do motor e o fluído do freio, alinhar e balancear as rodas, limpar as pastilhas de freio, substituir os pneus, limpar o filtro do ar-condicionado etc. É isso que garante que seu carro continuará em boas condições, garantindo segurança enquanto você está se locomovendo e fazendo suas coisas do dia dia a partir do uso do veículo. E se você pisar na bola com esses cuidados básicos, os defeitos começam a aparecer – uns mais graves, outros menos.

Com o nosso corpo é a mesma coisa. Conforme a gente vive (isso mesmo, simplesmente vive: respira, acorda, se movimenta, come, treina, faz sexo, fica estressado no trânsito etc etc), vamos produzindo radicais livres, que, de acordo com a definição da Dra. Mônica, são “subprodutos formados durante o processo metabólico normal e em várias condições patológicas, dotados de propriedades tóxicas, capazes de danificar seriamente as células, proteínas, lipídios e DNA”.

Isso significa que quando esses radicais livres entram nas nossas células, eles podem danificá-las e até mesmo matá-las. E quando isso acontece, aparecem as patologias. De acordo com a Dra. Mônica, as doença mais associadas ao excesso de RLs são:

  • Autoimunes (psoríase, lúpus, artrite);
  • Circulatórias (acidente vascular cerebral – AVC);
  • Metabólicas (diabetes, gota, deficiências nutricionais);
  • Degenerativas (envelhecimento precoce, Alzheimer, câncer, catarata);
  • Respiratórias (asma);
  • Imunológicas (alergias);
  • Digestivas (gastroenterite, pancreatite, diarréia);
  • Ginecológicas (TPM);
  • Psiquiátricas (depressão, esquizofrenia).

E não, não tem como impedir essa produção infelizmente. Só o fato de estarmos respirando (ou seja, colocando oxigênio dentro do nosso corpo e das nossas células) já estimula a produção de RLs. Ainda mais porque hoje em dia nossas condições de vida não são lá as melhores, por mais que a gente se esforce, e os médicos e pesquisadores já sabem que fatores externos também têm participação nesse processo: poluição, tabagismo, álcool, stress, agrotóxicos e por aí vai.

Mas podemos dar uma forcinha à natureza cuidando melhor dos nossos hábitos, começando pela alimentação rica em alimentos antioxidantes e/ou seguindo uma conduta de desintoxicação (sempre com acompanhamento e orientação de um profissional de nutrição para se obter os melhores resultados e garantindo a saúde, ok?)

Antioxidantes

Estes são os heróis que vão combater os RLs. “Os antioxidantes são substâncias capazes de prevenir os efeitos da oxidação pela inibição da lipoperoxidação, sequestro de radicais livres e/ou quelação de íons metálicos”, explica a nutri.

O que isso quer dizer? Que os antioxidantes agem impedindo a formação dos RLs e o ataque destes às nossas células, evitando – e até mesmo reparando – lesões que podem danificar nossas células e o funcionamento do nosso organismo.

Eles são encontrados em frutas, verduras e legumes (isso significa que uma alimentação balanceada, sem mistérios, já possui uma boa dose dessas substâncias).

Principais antioxidantes e suas fontes

  • Vitamina C: frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi)
  • B-caroteno (mais conhecido como “beta-caroteno”): alimentos de cor amarela ou laranja (cenoura, mamão, pêssego, manga) e vegetais verdes escuros (rúcula, agrião, espinafre, couve).
  • Carotenoídes (predecessores da Vitamina A): legumes e frutas de cores laranja e vermelha.  Já a Vitamina A pode ser encontrada tanto nas fontes dos carotenoídes quanto nos alimentos de origem animal.
  • Vitamina E: grãos e sementes oleagenosas (nozes, castanhas, amêndoas), óleos vegetais, couve, abacate, alface, espinafre, carnes magras, laticínios.
  • Flavonóides: suco de uva integral e vinho tinto, morango, soja e nozes.
  • Catequinas: chá verde ou o chá preto, por exemplo.
  • Licopeno: alimentos com pigmentação vermelha (tomate, goiaba, melancia).

Lembrando que as vitaminas podem ser lipossolúveis ou hidrossolúveis:

  • Lipossolúveis: A / D / E / K. São melhores absorvidas na presença de gorduras, bile e sucos pancreáticos. São armazenadas por longos períodos no organismo, especialmente no fígado. Por isso, podem acumular doses tóxicas quando ingeridas por muito tempo.
  • Hidrossolúveis: complexo B e vitamina C. Não são armazenadas no organismo e suas reservas se esgotam em poucas semanas. Por isso devem ser ingeridas continuamente, e o excesso dessa ingestão é facilmente excretada pela urina.

Bom, agora que você já sabe como pode fazer a sua parte para ajudar a proteger o seu corpo da ação dos radicais livres, é hora de botar a mão na massa – ou melhor: nas frutas, nas verduras, nos legumes…

Dica de ouro: procure a orientação de um profissional de Nutrição ético e de confiança, e faça as coisas do jeito certo 😉

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